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| ESPN |
O Brasil, o torcedor santista, se deleitava com um esquadrão de craques, com um ataque formado por Mengálvio, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.
Ao todo o ataque dos sonhos, esteve em campo em 99 jogos juntos, entre 1960 e 1966, com 2092 gols registrados, o que equivale, até o dia de hoje, a algo próximo dos 20% dos gols do time da Vila mais famosa do mundo, em toda história.
Mengálvio era mais tranquilo, um ponto de referência; Dorval, o mais experiente, que acalmava a equipe que contava com garotos, como Pelé e Coutinho, com 16 e 14 anos.
Pepe, que era um dos mais velhos, era o dono de um dos chutes mais potentes e o líder na artilharia do Santos, com 405 gols, porque Pelé, com pouco mais de 1.100 gols, é tratado como um "extraterrestre".
As tabelinhas entre Pelé e Coutinho, não é fruto de treino, mas de prática em jogo, com a bola em campo, sem tempo para maiores combinações, a não ser na pensão em que moravam.
Naquele tempo, não haviam as cifras vultuosas que existem hoje. Os jogadores eram pagos com o valor do bicho, pela vitória, que era o resultado do arrecadado nas bilheterias.
Eles percorreram, juntos, 17 países e serviram a Seleção Brasileira. Pararam uma guerra e não tinha quem os desafiassem nas quatro linhas.
A inteligência e o diálogo eram os pontos fortes.
Nesta semana, Coutinho, que era constantemente confundido com Pelé, nos deixou.
Ficou um vácuo no ataque dos Sonhos do Santos e da Seleção Brasileira.
Que ele descanse em paz e continue a demonstrar sua genialidade, em meio às estrelas.

Boa! Mitos que deixaram legado e encanto no mundo do futebol.
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