terça-feira, 21 de novembro de 2017

Um outro olhar sobre a Copa de 94


Dias desses, assisti ao Resenha, da ESPN Brasil, apresentado por André Pihal, com as participações do treinador Adilson Batista e dos ex-jogadores Djalminha, Alex e Ricardo Rocha.

Campeão do mundo com a Seleção Brasileira na Copa de 1994, nos Estados Unidos, Ricardo Rocha participou de um grupo com grandes valores, casos de Leonardo, Raí, Bebeto, Mauro Silva, Romário, mas que, ainda assim, era  visto com certa reserva, por exibir um futebol de resultados, previsível e nada empolgante nas quatro linhas.

Falar do que aconteceu naquela Copa, que fez parte da Era Dunga, durante os jogos, enquanto os holofotes estavam todos voltados ao escrete canário, é a coisa mais fácil nos dias de hoje. Basta consultar o Google.

Mas e aquela memória, não revelada até então às câmeras, que apenas quem a viveu sabe? Não tem preço!

Logo após a primeira partida da Copa nos Estados Unidos, frente à Rússia, Ricardo Rocha sente uma lesão que o impediria de jogar por pelo menos 20 dias - quase a Copa toda.

Na concentração, Ricardo esperou seu companheiro de quarto, Márcio Santos, dormir para ir ao banheiro, com a torneira ligada, desabar no choro.

A comissão técnica comandada por Carlos Alberto Parreira, sabendo da importância dele, abriu mão de convocar um outro jogador para a posição.

Líder nas equipes pelas quais passou, Ricardo Rocha foi um "Capitão fora de campo". Aquele que era procurado pelos jogadores tanto para rir de suas piadas como para buscar um conselho num momento mais delicado.

Quando Parreira cogitou a possibilidade de um rodízio entre os goleiros Gilmar e Taffarel, Zetti pensou em deixar a Seleção. Raí conversou com o goleiro e pediu auxílio a Ricardo Rocha, que tratou de o convencer a ficar e fazer parte do grupo.

Resultado?

Brasil Tetracampeão do mundo, com um futebol nada vistoso, mas com estórias que enobrecem a conquista do título!

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