quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A velha e insuperável questão do racismo


PERSIO PRESOTTO

Quando pequenos, em sala de aula, somos doutrinados pelos nossos professores a acreditar que a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel, em 13 de maio de 1888, acabou com a escravidão no Brasil. O documento, de fato, foi assinado. Mas, a essência dele não foi cumprida.

Não precisa ser um historiador, sociólogo, basta ser um curioso em História do Brasil, para ver e constatar que, ainda hoje, a escravidão é mais que perceptível. Em estados da região nordeste, por exemplo, é notório que famílias poderosas mandam, desmandam e impõem as regras àqueles que querem viver em paz e dar um lar aos seus.

Essa submissão aos poderosos é a chave que ativa o motor do preconceito, que roda velozmente, sem obstáculos que o pare.

Os negros, na época da escravatura, eram humilhados, trancafiados na senzala e se alimentavam dos restos que os senhores feudais, donos de engenho, comiam fartamente em suas mesas, rodeados por sua parentela e amigos endinheirados, com os quais discutiam a compra de terras e gado, para a revenda.

Hoje, o negro não fica trancafiado em senzalas, mas é impedido de dispor das mesmas condições sociais que os "mais abastados financeiramente", de modo a deixar latente o preconceito racial. Para minimizar a questão, o Governo adotou medidas polêmicas: criou cotas para negros em universidades. Há quem acredite que é uma iniciativa importante. Mas, convenhamos: está longe de solucionar, abolir o ideal escravocrata e preconceituoso, que ainda nos rodeia.

No futebol, o racismo também é evidente.

No início, quando os primeiros times foram formados, o Fluminense, por exemplo, não aceitava jogador negro. Para que não houvesse a rejeição e estes pudessem mostrar seus talentos em campo, usavam pó de arroz para clarear a pele. Razão pela qual, o Tricolor das Laranjeiras é conhecido até hoje como pó de arroz.

Há muitos negros famosos. Negros que mudaram a história de um povo, de uma Nação, casos de Martin  Luther King, Nelson Mandela, Barack Obama.

Há casos de gênios musicais, como Milton Nascimento; futebolísticos, como o Rei Pelé!

No jornalismo, mesmo, o negro possuí um espaço mínimo.

Maju Coutinho, responsável por nos atualizar sobre a previsão do tempo, no Jornal Nacional, da Rede Globo, foi o alvo mais recente, de um preconceito abominável.

A Constituição Federal, de 1988, em seu Artigo 5º sentencia que somos todos iguais perante à Lei.

Já a Bíblia, o Livro dos Livros, em que está inserida toda a Palavra de Deus, apresenta em Deuteronômio 1:17: Não discriminareis as pessoas em juízo; ouvireis assim o pequeno como o grande; não temereis a face de ninguém, porque o juízo é de Deus; porém a causa que vos for difícil fareis vir a mim, e eu a ouvirei.

A Palavra de Deus e a Lei dos homens indicam a postura a ser adotada diante do racismo, da desigualdade e todo o tipo de preconceito!

Não custa nada segui-las, ou ao menos tentar segui-las!

Se o primeiro passo não for dado, nunca venceremos esses ideais, que nos amarram ao passado e nos impedem de alcançar a prosperidade, a justiça dos homens e, claro, a de Deus, sem a qual não somos nada!

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