Nunca fui um aficcionado por futebol inglês. Sempre achei previsível, burocrático e sem criatividade.
Não acho mais!
Ver o que o Manchester City, de Pep Guardiola, tem feito e encarar com desprezo, é algo que, definitivamente, não dá!
Os cityzens, como são conhecidos, em 18 rodadas da Premier League, venceram 17 e empataram uma - com o Everton, de Wayne Rooney.
Ao todo, marcaram 56 gols e sofreram apenas 12. Uma média de 3 gols por partida.
O meia belga Kevin De Bruyne é o cérebro da equipe, aquele que dá agilidade, sem precisar de muito esforço, e, com maestria, serve o argentino Aguero ou o brasileiro Gabriel Jesus, para garantir o balançar das redes.
Até pouco tempo, quando se fazia referência ao Campeonato Inglês, logo vinha à mente o poderoso Manchester United, de Alex Ferguson, com Cristiano Ronaldo, ou o Chelsea, de Didier Drogba.
Nenhum deles, por mais espetaculares que tenham sido, ousou, à sua época, fazer algo próximo do que é realizado atualmente pelos comandados de Pep Guardiola.
Hoje, a bola está com o City, que atropela, e sem dó, o Liverpool por 5 a 0, o Tottenham por 4 a 1 e massacra o Stoke City por 7 a 2.
E o que mais impressiona é que, no papel, o Manchester City não é um Dream Team, uma seleção de craques.
Trata-se de um time bem organizado, no qual cada jogador sabe sua posição e função em campo. Apenas isso!
Não há mistério!
É claro que há jogadores que decidem, chamam o jogo pra si, mas a ausência de um deles não causa desconforto à torcida ou à equipe.
Prova disso foi a última rodada, diante do Tottenham, na qual os cityzens não contaram com o meia espanhol David Silva.
Guardiola, pra mim, é, sem sombra de dúvida, um técnico a ser ovacionado, pelo excepcional trabalho - não apenas no clube inglês, mas, também, no Barcelona, da Espanha, e no Bayern München, da Alemanha -, capaz de revolucionar e mexer com a estrutura do futebol moderno.
E pensar que, antes da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, ele se ofereceu à CBF para treinar a Seleção Brasileira...

Gostaria muito de ve-lo em um mercado como o futebol brasileiro.... Com um calendário desses, salários atrasados, jogadores nem sempre de bom nível e baixo orçamento para contratar.... Será q conseguiria administrar tudo isso?
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