Hoje foi realizada a 48ª edição do prêmio Bola de Prata, criado pelo jornalista Michel Laurence, ofertado aos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro, organizado desde o ano passado pela ESPN Brasil.
O evento realizado no teatro do shopping Villa Lobos, em São Paulo, teve como atração, além dos premiados, uma belíssima homenagem feita aos jogadores da Seleção Brasileira, que disputaram a Copa do Mundo de 1982, na Espanha.
O primeiro premiado foi o técnico do Corinthians, Fábio Carille, que recebeu o "Troféu Telê Santana" das mãos do jornalista Juca Kfouri.
Paulo Sérgio, Oscar, Júnior, Toninho Cerezzo, Renato, Roberto Dinamite, Éder e Serginho Chulapa foram alguns dos craques de 82 que abrilhantaram o "Oscar do futebol".
Dentre os selecionados ao longo do Brasileirão, o clube que mais figurou foi o Heptacampeão Corinthians, que contou com o lateral Fagner, o zagueiro Balbuena e o atacante Jô.
Fagner, que recebeu sua primeira Bola de Prata, e das mãos de ninguém menos que o sensacional Júnior.
Balbuena, que entra para a história como o quarto paraguaio a ser agraciado com tal honraria. Os outros três foram Romerito, Arce e Gamarra.
Quanto ao Jô, foi o grande nome da festa.
Recebeu a Bola de Prata como artilheiro do Brasileirão, ao lado de Henrique Dourado, do Fluminense; como melhor atacante, e a Bola de Ouro, como o melhor da competição, para o delírio de sua mãe, que não se cansava de tirar fotos, numa plateia recheada de celebridades, como Maurício de Souza, Casagrande e o capitão do Penta, Cafú.
Outros destaques foram Hernanes, do São Paulo, e Thiago Neves, do Cruzeiro, que ergueram a Bola de Prata em 2007, e repetiram o gesto 10 anos depois.
Já Pedro Geromel, do Grêmio, conquistou a taça pela terceira vez seguida.
No decorrer da festividade, as homenagens ganharam força e nomes.
Telê Santana foi lembrado por muitos.
E não podia ser diferente!
O meia Renato comentou quanto à dificuldade que teve para ganhar sua primeira Bola de Prata. Nos tempos de Guarani e São Paulo, ele sonhara com a premiação, mas viu seus 'rivais' levarem a melhor. Quando no Atlético-MG, de Telê Santana, o velho Mestre o trocou de posição: foi para o ataque. E foi nesta oportunidade que o então meia garantiu o que tanto desejava!
Quando a selfie dos ganhadores da Bola de Prata foi feita, o que ficou foi a emoção!
Emoção pelo reconhecimento aos craques de 82, aplaudidos de pé, que foram alvo de um "documentário" narrado por Dan Stulbach (assista ao vídeo aqui); de uma declaração apaixonada de Pep Guardiola, técnico do Manchester City, da Inglaterra, que afirmou com todas as letras: "É uma Seleção extraordinária!".
Mas, o que causou aquela saudade, com um misto de tristeza, foi o diálogo imaginário entre o Doutor Sócrates, capitão daquela fabulosa Seleção, morto há 6 anos, com Casagrande, seu velho companheiro e confidente.
Na simulação, Sócrates é interpretado pelo seu irmão caçula, o ex-camisa 10 e capitão do São Paulo, Raí.
Foi de arrepiar!
E de chorar!
Foi de arrepiar!
E de chorar!


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