A partir de amanhã os Estaduais voltam a ser atração na telinha, nos bares e em qualquer roda de amigos.
A rivalidade regional é algo que não fica fora de moda, porém é limitada para ser tratada com grande interesse em uma competição em que apenas os grandes clubes têm reais chances de conquistar o título.
O normal, por exemplo, no Rio de Janeiro, é ver Flamengo, Botafogo, Fluminense e Vasco entre os concorrentes ao caneco. Ninguém aposta no América ou no Volta Redonda como campeão, nem mesmo o mais fanático dos torcedores.
O mesmo ocorre em São Paulo. Não há como fugir da ideia que Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos estejam entre os semifinalistas.
A única desculpa para que os grandes clubes do país não apareçam com destaque nos respectivos regionais é um eventual desmanche ou querer poupar seus titulares.
Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, as atenções ficam para Cruzeiro e Atlético-MG; Grêmio e Internacional, mas, ainda assim, há o América-MG e o Juventude, respectivamente, que correm por fora.
Foi o tempo em que os Estaduais eram importantes e atrativos.
Nos anos 90, além dos quatro favoritos em São Paulo, havia o Mogi Mirim, a Portuguesa como candidatos à surpresa, com elencos de alto nível técnico.
Hoje, além do nível técnico ser baixo, há clubes que beiram a falência e não possuem perspectivas futuras e duradouras.
Isso ocorre, não por culpa dos jogadores, mas, pelos desmandos da cartolagem, que administram os clubes como a Casa da mãe Joana e arrasam com as finanças e o patrimônio que tem em mãos.
Uma pena!
Se fosse cuidado com coerência e responsabilidade, e as federações não assumissem um papel tão negativo nessa história toda, tudo seria diferente.
Diferente a ponto de equipes medianas, como o Olaria, no Rio de Janeiro, fazer frente ao Flamengo, mas não por um placar acidental, é sim por contar com atletas de níveis iguais e condições parecidas no que se refere à administração e estrutura.
Se ocorre algo assim nos dias de hoje, não é por excelência, mas por um nivelamento por baixo, que se equipara à mediocridade.

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