sábado, 10 de fevereiro de 2018

A demissão de Oswaldo Oliveira, do Galo


Oswaldo de Oliveira não é mais o técnico do Atlético-MG, de acordo com o presidente do clube, Sérgio Sette Câmara, por razões técnicas.

Há quem acredite que o motivo real foi a classificação sofrida na Copa do Brasil, com um empate de 1 a 1 com o Atlético-AC, na última quarta-feira, em território acreano.

Outros já acham que foi o desentendimento pós-jogo, com o repórter Léo Gomide, da Rádio Inconfidência, de Minas Gerais.

Na verdade, se analisarmos com calma, veremos que o transbordar de água do copo não ocorre por culpa da última, mas da primeira gota que caiu nele.

Portanto, a razão técnica citada por Sette Câmara não foi evidenciada somente no Acre.

Certamente, isso foi notado anteriormente, tanto que, ao tomar posse, o atual presidente do Galo enfatizou que o manteria.

Ou seja: se não há instabilidade, não há necessidade de tal confirmação. Ele fica, e ponto, pois é importante e realiza o que é esperado pela torcida e direção.

Como houve a confirmação de que o dirigente o bancaria, logo, fica evidente um ambiente de total desconfiança.

O jogo com o xará do Acre e a briga com o repórter foram, por assim dizer, fatores isolados, que, no frigir dos ovos, não tiveram tanta relevância.

O contexto, como um todo, é que acendeu o estopim e causou a explosão da bomba.

E que fique claro: Oswaldo Oliveira não pode e nem deve ser taxado como o único e verdadeiro culpado de um trabalho que não alcançou o êxito esperado, desde a sua contratação.

Houve muitos outros fatores e poréns, que colaboraram para isso.

Agora, a dúvida é: Quem assumirá o posto?

Parte da diretoria e da torcida tem uma simpatia muito grande ao nome de Cuca, com o qual o Galo foi campeão da Libertadores, durante a Era Ronaldinho.

Mas, há, também, o interesse em Abel Braga, do Fluminense, que vive um momento complicado no que se refere à administração e às contas do Tricolor das Laranjeiras.

Seja qual for a decisão, deve ser certeira, afinal, o Brasileirão já está às vésperas de iniciar.

☆☆☆

DIREITO DE IR E VIR

A Constituição Federal de 1988, assegura a qualquer cidadão, sem distinção, o direito de ir e vir.

Portanto, o Atlético-MG não tem o porquê de proibir a entrada do repórter Léo Gomide, na Cidade do Galo, por um episódio, à parte, com Oswaldo de Oliveira.

Se tivesse acontecido algo que constrangesse a instituição Atlético-MG, teriam um motivo plausível para tal postura.

Definitivamente não foi assim que a banda tocou.

Que o Galo, presidido por um advogado, responsável por um dos escritórios mais conceituados em Minas, possa reconsiderar.

Neste caso, que fique claro: não houve acerto, nem de Oswaldo, nem da diretoria atleticana.

Foi algo lamentável, mas que não merece um reconhecimento superior ao que é.

Aconteceu?

Acabou?

Vida que segue!

Cultivar ranço e indiferença só mostra o atraso social e cultural que nós brasileiros, ao invés de corrigir, exibimos com orgulho, sem razão para ter!

Um comentário:

  1. Cada dia q passa fica mais evidente a intolerância q vive o pais em grande maioria de sua sociedade.....

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