quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Clubes se opõem ao vídeo arbitragem (VAR)


Em reunião realizada, nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, 12 dos 20 clubes da Série A do futebol nacional votaram contra a adoção do vídeo arbitragem (VAR) durante o Campeonato Brasileiro de 2018.

Flamengo, Chapecoense, Botafogo, Palmeiras, Internacional, Grêmio e Bahia foram os que votaram a favor.

O único que não se manifestou foi o São Paulo, pois, segundo informado, o presidente Carlos Augusto de Barros Silva, o Leco, teve de sair antes que o pleito tivesse início.

O jornalista Juca Kfouri divulgou recentemente em seu blog, que, em Portugal, o custo para a implantação do vídeo arbitragem fica num total de €1 milhão - equivalente a R$4 milhões.

Em terras brasileiras, porém, o gasto com tal tecnologia fica, em nada menos, que 5 vezes mais: R$20 milhões; sendo que cada agremiação ficaria responsável pelo pagamento de R$1 milhão.

As perguntas que não querem calar:

☆ Por que essa diferença gritante de valores para um mesmo objetivo?

☆ Por que a CBF, responsável pelo Brasileirão, não arca com as despesas desse investimento, assim como ocorre com as Federações nos respectivos campeonatos europeus?

Acredito que o VAR pode ser de grande utilidade para desvendar lances difíceis, pelo ângulo ou situação em que ele ocorre, mas, para tanto, terá de haver um treinamento e uma definição sobre o como e quando usar desse artifício para não esfriar os jogos, com paralisações a todo momento.

Resumo da ópera: o VAR é uma ferramenta que pode ser usada com inteligência, para o bem do espetáculo, mas é necessária moderação e uma participação mais ativa e eficaz da CBF, pois, se é ela que organiza e colhe os lucros, que também pague a conta!

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