domingo, 4 de fevereiro de 2018

Intolerância FC


Há tempos que, para alguns desprovidos de capacidade intelectual, o futebol virou um estopim para o vandalismo, a baderna.

Deplorável!

Não sou a favor, nem contra, a pessoa de Andrés Sanchez, eleito ontem, pela segunda vez, presidente do Corinthians, mas, o vandalismo protagonizado por uma parte da torcida corinthiana, foi desprezível!

Que o Corinthians é um time nacionalmente grande, com uma das maiores torcidas, ninguém dúvida ou põe em xeque.

Exatamente por isso, deve ter postura de clube grande, também em momentos decisivos no que tange à sua administração como um todo.

Que o torcedor é passional, que se emociona e aborrece por um gol anulado, uma expulsão duvidosa, além de não ser segredo, é provado cientificamente, com o auxílio da psicologia.

Mas, quem ousa justificar a carnificina que ocorreu, em Goiânia, com o envolvimento de torcedores do Goiás com o Vila Nova?

Na avenida Anhanguera, uma das principais da capital goiana, houve uma troca de tiros entre esmeraldinos e colorados.

Ridículo, uma falta de respeito sem igual!

O futebol, hoje, graças aos brigões de plantão, deixou de ser algo para reunir amigos e família!

Enquanto existir comportamentos como estes, sem que os responsável sejam efetivamente punidos, continuaremos a habitar uma terra de ninguém!

No Uruguai, depois daquele episódio infâme promovido por alguns torcedores do Nacional, que imitaram um avião em queda, em plena Arena Condá, contra a Chapecoense, pela Libertadores, o clube se desculpou publicamente e, apesar de não citar os nomes, divulgou o número da credencial de sócio e os expulsou.

Aqui, quem tem peito pra tanto?

Não é segredo que muitos dos clubes brasileiros são submissos às organizadas, que mandam e desmandam como bem desejam!

Enquanto esse cenário não muda, você que é pai de família, paga seus impostos religiosamente em dia, não pode se dar ao luxo de ir ao estádio, acompanhar a equipe do coração, sem direito à liberdade de ir e vir e de escolha!

Falta de bom exemplo para solucionar essa questão não há!

Basta olhar para o modelo europeu, em que o torcedor é tratado como parte do negócio, do investimento, e não como gado!

Lá ele é sócio, tem lugar garantido, desconto na compra de produtos oficiais, ingressos para todos os jogos que quiser, além de estacionamento, atendimento médico e alimentação garantidos.

Aqui, é 'só um pouquinho' diferente...

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