terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Quando o dinheiro não resolve


No domingo, publiquei neste Toque de classe sobre os clubes mais ricos do mundo, segundo o ranking da Deloitte Football Money League.

Foi citado no relatório em questão que, das 30 agremiações relacionadas, 14 são inglesas e 5 italianas.

Enquanto assistia ao jogo entre Napoli e Spal, pelo Campeonato Italiano,  neste último final de semana, algo chamou minha atenção.

De acordo com o documento publicado pela BBC Brasil, a Juventus, aparece na 10a. posição da lista, possui uma receita equivalente a €405,7 milhões, simplesmente o dobro do Napoli - em 19o. -, na liderança do Calccio, com €200,7.

A luta para ver quem vai erguer a taça na terra da macaronada e da pizza segue acirrada, em 1 ponto apenas.

E não se trata de algo acidental.

O Napoli tem feito uma campanha primorosa no Calccio.

Tem sido uma belíssima surpresa!

Aí você pergunta: Como um time mais abastado, com estrutura superior, fica abaixo na tabela?

Há quem diga que cada jogo é um jogo, que o futebol é imprevisível...

Confesso que, por falta de opção, recorro a uma destas alternativas quando, por exemplo, vejo o Manchester City - em 5o. na tabela da Deloitte, com €527,7 - ser eliminado pelo Wigan, que sequer aparece nela.

Não quero aqui atribuir à questão financeira o motivo essencial para o sucesso deste ou daquele time.

Mas, quem seria capaz de supor que uma equipe da terceira divisão inglesa poderia eliminar o líder da Premier League?

Ninguém!!!

Assisti à partida pelas Oitavas da Copa da Inglaterra e fiquei assustado.

Os citizens estiveram muito aquém do que normalmente jogam.

Delph foi expulso por uma falta desnecessária.

O domínio do City foi implacável, como sempre, porém, sem o sucesso tão conhecido nas finalizações.

Já o Wigan soube aproveitar com excelência a única oportunidade que teve durante os 90 minutos.

O Napoli, na Itália, não sabe o que é ser campeão nacional há 28 anos, mas exibe um futebol que merece a conquista na atual temporada!

Enfim: ter dinheiro e saber usá-lo é importante, mas não o suficiente para o sucesso de um time.

Ainda bem que é assim!

O 'fraco' também sabe ser forte, ao ponto de derrotar o gigante e seguir vivo, na luta por valiosas conquistas!

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