sábado, 24 de fevereiro de 2018

Sobre a final única na Libertadores


A final única da Libertadores é bastante questionável, apesar de ter um romantismo engaiolado.

Explico: a ideia aparente é a de fazer a final da Libertadores igual a da Liga dos Campeões. A Conmebol será a responsável pela organização desse evento. O país em que acontecerá a decisão será notificado com antecedência, logo terá oportunidade para se planejar.

Por se tratar de um evento esportivo, e no sábado, o país em questão poderá, aliado à rede hoteleira e às agências de viagens, criar pacotes promocionais para que o torcedor que for acompanhar a final conheça mais sobre a cultura, os costumes daquele lugar, durante o final de semana, e em família.

O problema, no entanto, é a questão do planejamento e da infraestrutura oferecida.

Será que o país anfitrião terá condições de contribuir com um transporte de qualidade, um policiamento capaz de atender às necessidades do público local e dos turistas sul-americanos?

Uma coisa é você ter a ideia com base no modelo europeu e contar com as ferramentas necessárias para o sucesso do evento.

Outra coisa é você ter apenas o modelo.

Realizar a final da Champions League na Rússia, na Suíça ou mesmo na Sérvia não apresenta grandes problemas.

Há transporte, infraestrutura, segurança e são países mais que acostumados com o transitar do turismo mundial.

Agora, fazer algo assim na Venezuela, é um risco, algo para engaiolar o torcedor em suas casas e não ir à grande final.

Cito a Venezuela, apenas como um exemplo. Mas, por querer difundir a marca da Libertadores em território sul-americano, do mesmo jeito que ocorre na Europa, com a Liga dos Campeões, não há como ter uma ideia dessas e restringir aos principais pólos: Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile e Argentina.

Os outros países, desfavorecidos economicamente, afinal, também merecem um lugar ao sol.

Ou você acha que eles também não vão querer pleitear um lugar em destaque na vitrine sul-americana?

Um comentário:

  1. Exatamente. Na Europa, é possível cruzar o continente inteiro por trem ou rodovias. Na América do Sul, com muita sorte, na tríplice fronteira, há uma interligação melhor.

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