quarta-feira, 21 de março de 2018

A ingrata vida de goleiro


O gol é o ápice numa partida de futebol, o momento mais aguardado!

Porém, para que ele aconteça e a torcida faça a festa, delire na arquibancada, alguém do outro time falha.

E quando a falha é do goleiro, há quem tire sarro, o crucifique ou, simplesmente, ignore.

Barbosa, goleiro que defendeu o Vasco da Gama e a Seleção Brasileira na década de 50, por exemplo, foi considerado o grande culpado pela derrota de 2 a 1 para o Uruguai, na final da Copa do Mundo, no Maracanã.

O Maracanazzo, como ficou conhecido, é lembrado até hoje e Barbosa, que morreu 50 anos depois, permaneceu com a fama de vilão.

O hoje preparador de goleiros da Seleção Brasileira, Cláudio André Taffarell, mesmo com a conquista da Copa de 94, nos Estados Unidos, e ao realizar defesas de pênalti, foi apelidado e é  citado até hoje como Frangarell.

Marcos, goleiro do Palmeiras, campeão do mundo com a Família Scolari, em 2002, no Japão e Coréia do Sul, foi também muito criticado em alguns momentos, por falhas momentâneas.

Tudo isso que foi dito até aqui foi, simplesmente, para dizer que o goleiro do São Caetano errou, falhou nos dois gols do São Paulo, que se classificou à semifinal do Paulistinha.

Mas, ao mesmo tempo, deixar claro que todo bom goleiro também falha.

Por estas e outras, o goleiro Paes, do Azulão, deve aprender com a situação, mas não ao ponto de se desesperar, chorar por se achar fracassado!

Falhar é do jogo!

E se ele veste a camisa de um time que já chegou à final de Libertadores, é por méritos, não incompetência!

Paes merece respeito, assim como Marcos, Barbosa, Taffarell e tantos outros  nomes não citados aqui.

A chance do sucesso está em suas mãos!

Que ele não se deixe abater e tenha forças para lutar, a fim de conquistar valorosas e importantes vitórias!

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