Às vésperas da Copa do Mundo, na Rússia, o técnico da Seleção Brasileira, Tite, concedeu entrevista ao Bola da Vez, na ESPN Brasil, mediado por João Carlos Albuquerque, com as participações de Gustavo Hofman e Cícero Mello, na última terça-feira.
Para iniciar a conversa, Tite comentou sobre a polêmica que envolveu Neymar e o atacante uruguaio Cavani, referente às cobranças de pênalti, nos jogos do Paris Saint-Germain e o temperamento dele em campo.
Ele defendeu o brasileiro no episódio das penalidades, ao dizer que é o técnico quem decide o cobrador, mas foi firme quanto à necessidade de um cuidado redobrado nas reclamações com a arbitragem, que podem ser problema no decorrer da Copa.
Bastante cuidadoso com as palavras, Tite não respondeu perguntas que fizessem qualquer tipo de comparação ou remetessem juízo de valor sobre o desempenho de outros profissionais da área e frizou que argumentaria apenas sobre o que ele fez, não o que o outro fez.
Para o treinador, o Manchester City, de Pep Guardiola é o time que joga o melhor futebol na atualidade, algo equivalente ao que foi a Escola Telê Santana, nos anos 70 a 90.
Sobre o desempenho de alguns jogadores, Tite citou o meia belga, Kevin De Bruyne, como um bom jogador, mas, seu preferido é o espanhol David Silva, com sua 'visão 3D' de jogo.
Philippe Coutinho, hoje no Barcelona, ao lado de Messi e Suárez, também foi elogiado por ele, que relembrou a preparação para o amistoso diante da Austrália, em que o meia foi reconhecido pela competitividade, em lance com David Luiz, e recebeu a braçadeira de capitão.
Para a Copa do Mundo, ao que tudo indica, a lista dos convocados já tem alguns nomes garantidos, mas há vagas em aberto. Pedro Geromel, Arthur e Luan, do Grêmio, por exemplo, lutam para carimbar o passaporte rumo à Rússia.
Confesso que fiquei empolgado com que ouvi e vi na entrevista. Tite, além de muito elegante, passa segurança, confiança naquilo que acredita e traça como objetivo.
Ele afirma ter medo - não pânico - do que possa ocorrer durante o mundial, que trará - ou não - o Hexacampeonato para o escreve canário.
Para mim, ele já tem tudo definido. Já sabe os que vão e não vão à Copa e até quem possa ser uma surpresa na lista e poderá ajudar estratégicamente quando necessário.
O interessante é que, ao contrário do que ocorreu em outras ocasiões, há uma dúvida quanto ao desempenho brasileiro, pois, apesar da excelente campanha nas Eliminatórias, não teve nenhum rival que o afrontasse, mas, não há aquele receio, aquela angustia.
Há, sim, uma expectativa, para vermos o que Neymar, Philippe Coutinho, Gabriel Jesus darão em campo, com a liberdade que Tite dará para que eles atuem como em seus clubes.
Acredito em uma boa Copa para o Brasil, sem aquela pressão monstruosa, mas com a cobrança aceitável de quem quer ver a Seleção erguer a taça na Rússia.
Que venha a Copa!

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