Antes de qualquer coisa, quero esclarecer que a referência feita ao Manchester City no título desta postagem está longe de estabelecer qualquer tipo de comparação entre o time inglês e o Palmeiras, que derrotou o São Paulo, no Allianz Parque, pelo Paulistinha.
O parâmetro em questão foi unicamente à postura em campo.
O Palmeiras, nesta noite, jogou como o City diante do Chelsea, pela Premier League.
Explico: Durante todo o primeiro tempo, os palestrinos dominaram as ações do clássico, fizeram 1 a 0 antes dos 10 minutos e anularam o peruano Cueva, única opção mais ousada de criação para os são-paulinos.
O segundo gol, com o colombiano Borja, surgiu naturalmente, sem dificuldade.
Foi algo que lembrou muito o clássico inglês, uma vez que, naquela oportunidade, os citizens não deram espaço para que Willian e Hazard fizessem algo a favor dos azuis de Londres.
Já na segunda etapa, Dorival Júnior colocou Nenê, Tréllez e Shaylon numa só tacada.
Nenê e Shaylon foram discretos.
Tréllez mostrou vontade e carimbou a trave alviverde.
E foi isso!
Depois, o Palmeiras voltou a se impor e só não decretou uma goleada diante do arquirrival porque tirou o pé e a arbitragem anulou um gol de Borja, que causou dúvida quanto ao impedimento a olho nu.
O Paulistinha, que, na pior das hipóteses, pode ser considerado uma pré-temporada para o Campeonato Brasileiro, tem de servir também para que alguém na diretoria ou comissão técnica faça Dorival Júnior entender que centro avante, o camisa 9 no atual elenco, é o Tréllez, não Diego Souza, que é meia, responsável pela criação, construção das jogadas.
Ele pode até fazer um gol ou outro, mas está há anos luz de ser um definidor, artilheiro do time!
Talvez, uma boa saída, seja seguir o exemplo de Tite, na Seleção Brasileira, que deixa o jogador a vontade para atuar na posição que está habituado, sem sacrifícios inexplicáveis, inovações táticas mirabolantes!
Se o Tricolor não conta com um elenco milionário, recheado de craques da Seleção Brasileira, não adianta esperar pelo filé mignon.
Que invista no arroz com feijão e, quando houver possibilidade, incremente com uma salada, um legume, até que haja espaço e condições para a carne de primeira.
Pep Guardiola, considerado o melhor técnico em atividade, demonstrou irritação com a primeira derrota do Manchester City, na temporada, em casa.
Dorival, antes do jogo, disse que o São Paulo aprendeu a sofrer e, na coletiva, pós 2 a 0, respondeu como se a derrota fosse esperada, sem novidade para ele.
Respeito e considero Dorival Júnior um bom treinador, mas, no São Paulo, ele não tem alcançado o sucesso que teve, por exemplo, no Santos.
É hora de haver um chacoalhão no time, para que o São Paulo acorde e faça algo antes que o Brasileirão inicie e o fantasma do rebaixamento reapareça, e com força!
Alguém tem de tomar iniciativa.
Se a comissão técnica ou a diretoria, só o tempo dirá!

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