domingo, 25 de março de 2018

A instabilidade supera o entrosamento?


São Paulo e Corinthians se enfrentam hoje, às 16h, no Morumbi, pela semifinal do Paulistinha.

A julgar pela rivalidade existente, a história dos dois times, poderia escrever aqui que clássico é clássico, por isso não existe favorito.

A realidade vivida por ambas as equipes, no entanto, não permite o emprego de tal frase feita.

O Corinthians é o atual campeão brasileiro, por mais que tenha passado por um processo de desmanche, no qual incluiu a saída de nomes importantes, como Guilherme Arana e Jô, conseguiu manter a base do time que ergueu a taça.

O São Paulo, por sua vez, além de perder jogadores essenciais para o bom desempenho em campo, casos de Hernanes e Lucas Pratto, realizou uma mudança total em sua diretoria.

Trouxe Raí para ser o Diretor de Futebol, Ricardo Rocha e Diego Lugano para ser seus auxiliares.

A gestão da nova diretoria teve início com o técnico Dorival Júnior.

Houve, a princípio, o comunicado que o treinador seria mantido e que o Executivo do futebol tem carta branca para realizar as mudanças e contratar os jogadores, conforme a necessidade do clube.

O grande problema é que faltou comunicação entre diretoria e comissão técnica nessa transição.

O Tricolor investiu pesado na contratação de Diego Souza e trouxe Nenê e Tréllez, dois jogadores que não interessavam a Dorival.

Diego Souza foi utilizado de modo equivoxado, como centroavante, Nenê entrava de vez em quando e Tréllez sequer era aproveitado.

Resultado? A situação ficou insustentável pra Dorival, ainda mais após o fiasco apresentado no clássico diante do Palmeiras, vencido pelo alviverde, com o placar de 2 a 0.

Sem demora, Raí entrou em contato com Diego Aguirre, treinador uruguaio, com quem jogou pelo Tricolor nos anos 90.

Diego Lugano, que foi treinado por Aguirre, foi peça fundamental para a concretização da negociação.

Este São Paulo e Corinthians será o primeiro do novo técnico são-paulino.

Clássico é clássico e, por isso, não há favorito.

Mas, dadas as devidas proporções e situações relatadas acima, não há como deixar de reconhecer o favoritismo alvinegro.

O São Paulo, diga-se, não sabe o que é vencer um clássico há um bom tempo!

E o futebol é cheio de surpresas, já diria o filósofo!

E ele diz também que tabu existe para ser quebrado!

Será?

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