Ficou sem nexo, sem controle, o uso do cartão vermelho em jogos de futebol.
No tempo em que comecei a apreciar o futebol, no início dos anos 90, o cartão vermelho era um instrumento utilizado apenas em casos extremos, de violência.
Hoje, banalizou!
Nesta última semana, tivemos três exemplos descabidos de punição ao jogador.
O primeiro foi o da Liga dos Campeões da Europa, com o árbitro inglês, Michael Oliver, que, aos 45 minutos do segundo tempo, marcou um pênalti duvidoso para o Real Madrid e expulsou o goleiro Gianluigi Buffon, da Juventus, por reclamação.
Qual atitude ele esperava de alguém que estava em uma fase eliminatória, da competição mais importante de clubes no Velho Continente, com o time que ele defende com o placar de 3 a 0 e, assim, às portas de iniciar a prorrogação?
Não há como não reclamar!
O segundo exemplo, foi o de Rodrigo Caio, no jogo entre Rosário Central e São Paulo, pela Copa Sul-Americana.
Ele saltou, com os braços erguidos - procedimento adotado para conseguir maior impulsão - e, no voltar, atingiu uma cotovelada no capitão do Rosário, Marco Rúben.
O movimento do zagueiro Tricolor foi resultado de um reflexo do corpo, algo natural, não houve maldade, intenção no atingir o jogador argentino.
Lance, portanto, que podia ser caracterizado como falta para cartão amarelo, nunca vermelho.
O rigor do árbitro peruano, Victor Carrillo foi demasiado, até porquê, o são-paulino não tinha recebido nenhum outro cartão anteriormente. Foi expulso direto!
Para encerrar, há a peculiar, e também absurda expulsão do meia-atacante, Éverton Ribeiro, do Flamengo, na rodada de estreia do Campeonato Brasileiro.
Ficou nítido, evidente que o flamenguista levou uma bolada no rosto, ao evitar o gol do Vitória.
Em todos os ângulos em que a jogada é mostrada, não há como levantar qualquer tipo de suspeita.
O árbitro Wagner Reway (Fifa-MT), não somente marcou o pênalti para o Rubronegro Baiano, como expulsou Éverton Ribeiro!
Um absurdo!
É hora da arbitragem se reciclar, aprimorar conceitos e utilizar dos cartões de um modo mais corente, racional, para não comprometer no resultado de um jogo, uma competição.
A passionalidade é "aceitável" ao torcedor ou jogador, que se envolve com o jogo, o momento em si, nunca ao árbitro.
Ele tem de ser a autoridade maior, o mais centrado, sem se meter em polêmicas e situações que causem discordância.
A continuar como está, a arbitragem será o foco central de toda e qualquer discussão, que envolva uma partida de futebol.
Essa não é a função deles, nem aqui, nem na Europa ou na China.
É preciso mais critério e menos impulsão!
Que esse cenário mude logo, para que o grande espetáculo não seja mais prejudicado do que já é e seja vítima do apito impertinente!

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