A greve dos caminhoneiros, chega ao seu quarto dia, em protesto à alta dos combustíveis.
O País está literalmente parado e sofre com problemas pela falta de alimentos, gasolina, redução no transporte público e até nos aeroportos.
Aqui, em Belo Horizonte, houve uma redução drástica nos ônibus, que, a partir das 20h desta quinta, cairá para a metade.
Por volta das 15h, peguei um ônibus, no centro de BH, e conversei com a cobradora, que não soube dizer se aquela era a última viagem daquela linha, mas destacou que muitos dos coletivos estavam na garagem, devido à falta de gasolina.
São raros os postos de que ainda contam com alguma quantia de combustível.
Os que têm, vendem a R$ 9,00.
As filas são quilométricas.
Nos supermercados, nota-se uma escassês de frutas, legumes e hortaliças.
Já houve alta no preço da batata.
Em Confins, o Aeroporto está às portas de anunciar o cancelamento de muitos dos voos previstos.
No que tange ao futebol, a CBF ainda não se manifestou de forma oficial, mas diz que, caso a greve permaneça, a 7a. rodada do Campeonato Brasileiro poderá ser adiada.
Os serviços de utilidade pública também são prejudicados.
A polícia, por exemplo, reduziu suas rondas, para poupar combustível.
Enfim, a segurança, o alimento, o transporte, a saúde e o trabalho, prioridades para qualquer Nação, Estado, Município, estão entregues ao relento.
Os salários dos políticos aumentam até 50%, assim como os impostos e os preços de tudo o que é necessário para termos um mínimo de qualidade de vida.
O retorno à população é quase zero.
O brasileiro é tratado como gado, enquanto que os fazendeiros lucram horrores e realizam festas grandiosas, às nossas custas, que levantamos cedo, de madrugada, pra ser mais exato, para lutar pelo o que deveria ser de direito.
Até quando, Brasil?

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