quinta-feira, 5 de julho de 2018

A hora exata para mostrar a importância de um líder

Alamy Stock photo
A cada partida que é realizada em uma Copa do Mundo, os holofotes são direcionados aos craques da equipe, ao líder que representa toda uma Nação em campo e tem a última palavra nos bons e nos difíceis momentos.

Quando falo em líder, não faço referência essencialmente ao capitão, aquele responsável por falar com o àrbitro da partida, passar algum recado do técnico a um colega de equipe e erguer a taça, quando na conquista de um campeonato.

Há muitos capitães por conveniência, que recebem a braçadeira por falar a língua do àrbitro, por ser o homem de confiança do treinador ou, até mesmo, para um "teste motivacional".

Líder, de fato, é aquele cidadão inconformado, com poder de negociação, que age com inteligência, ao estabelecer um relacionamento franco do time com o técnico, quiçá, diretoria.

É aquele que nos momentos de crise não expõe todo um grupo, um trabalho e assume a responsabilidade, de peito aberto, sem medo de ser julgado por aqueles que desconhecem as dificuldades para se alcançar o sucesso.

Ao longo da história, a Seleção Brasileira teve líderes natos, como Zito, Nílton Santos, Rivellino, Sócrates, Dunga, Cafú.

Para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, o líder da vez seria Daniel Alves, cortado às vésperas da convocação definitiva, em maio.

Foi, então, estabelecido um rodízio da braçadeira, desejada pelo lateral Marcelo, mas que não encontra um líder que use em definitivo.

O líder de hoje não é mais como o de antes, que conhecia e resolvia tudo. Hoje ele é categorizado. Há o líder técnico, tático, o que sabe falar com o árbitro, com a imprensa, e por aí vai.

Há 36 anos, no dia 5 de julho de 1982, a Seleção Brasileira vivia a tragédia do Sarriá, quando perdemos para a Itália, de Paolo Rossi, por 3 a 2, e fomos eliminados da Copa do Mundo, na Espanha.

Àquela época, além de Sócrates, contávamos com líderes como Zico, Toninho Cerezzo, Falcão e Leandro.

Paolo Rossi era coadjuvante na Azzurra de Dino Zoff.

A derrota, como diz Mário Magalhães, faz parte do jogo!

Amanhã, contra a Bélgica, espero ver uma Seleção Brasileira de líderes, que assumam fracassos, mas tenham postura na vitória.

Não precisa ser como, em 1970, no México, que tínhamos Pelé, Gerson, Tostão, Carlos Alberto Torres e Rivellino, mas, se houver vontade, gana de vencer, mesmo que não alcancemos o êxito em campo, sairemos com a cabeça erguida, e não com o nariz empinado, por realizar e mostrar nosso melhor!

Nenhum comentário:

Postar um comentário