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| Lucas Figueiredo/CBF |
O fato dos técnicos Tite e Osório terem um histórico nos tempos em que comandaram, respectivamente, o Corinthians e o São Paulo foi muito explorado pela imprensa e criado um suspense quanto à escalação e esquema de jogo a ser adotado pelos mexicanos.
Quando os times foram a campo, toda dúvida existente foi respondida com clareza.
O primeiro tempo foi estudado, cauteloso, de certa forma, bastante respeitoso de ambas as partes.
Neymar foi Neymar, tanto com a bola no pé, como no valorizar as faltas que sofreu, a ponto de Alvarez ter sido punido apenas com o cartão amarelo, quando merecia o vermelho, devido à falta dura que fizera.
No segundo tempo, a Seleção Brasileira tratou de resolver a situação e foi às redes, com Neymar, após jogada de William: 1 a 0 Brasil.
Os mexicanos nitidamente sentiram o baque do gol.
O Brasil, confortável na partida, atacou mais, de modo a exigir uma atuação primorosa do goleiro Ochoa!
Isso funcionou até Tite colocar Roberto Firmino, aos 86 minutos de jogo, para marcar o segundo, aos 88.
Foi difÃcil, sofrido - muito mais pelo primeiro tempo -, como eu imaginava.
No final, o México jogou como nunca e perdeu como sempre!
☆
Nosso adversário nas Quartas-de-Final será a Bélgica, que iniciou a partida com o animado Japão, que impôs um surpreendente 2 a 0 e, na etapa final, já nos acréscimos, tomou a virada de 3 a 2 - num lindo lance de Lukaku -, com requintes de crueldade.
O gol da vitória belga foi marcado quando faltavam 30 segundos para o fim de jogo.
Com o apito final, o que se viu foi um festejo eufórico, mas comedido belga e uma perplexidade total do lado japonês, que reverenciou sua torcida, em meio ao choro sentido da derrota, mas com cabeça erguida, pela luta e coragem que demonstrou até o fim.

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