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| Marcello Zambrana/AGIF |
Um ou outro clube chegou a realizar um confronto de mata-mata pela Copa do Brasil ou pela Sul-Americana, mas em situações isoladas, desde o final da Copa do Mundo.
Agora, chegamos àquele momento em que muitos olharão para o que sobrou, após a janela de negociações do futebol europeu, e reunirão os cacos, com extrema urgência, para se dividir em dois ou três, e, assim, almejar a conquista da Copa do Brasil e da Sul-Americana.
O problema é que nem todos terão essa preocupação em mente, uma vez que terão apenas o Brasileirão pela frente.
Nessa época muitos clubes adoram uma postura defensiva, no sentido de culpar um mau resultado pela escassez de jogadores, pelos que estão suspensos, no departamento médico.
O discurso está na ponta da língua.
Reconhecer que contamos com um modelo superado de calendário e que o mais adequado seria seguir os passos do futebol argentino, que se adequou ao que é feito na Europa, é chover no molhado e uma atitude que jamais será adotada aqui, ainda mais sob a administração que é feita pela nossa cartolagem.
Teremos uma overdose de jogos.
E viveremos um mistério constante sobre o que será feito, o quanto será gasto e quem será escalado e trará lucro.
Técnicos receosos ocuparão seus principais jogadores em partidas que nem sempre caberá tal cuidado.
O torcedor quer jogo de qualidade, para vibrar, levar a família, se empolgar.
Os clubes defenderão o que ainda tem em mãos e, se valorizado, poderá ser negociado e virar um desfalque.
Já os cartolas, querem, mesmo, é o dinheiro no bolso.
Apenas isso, e nada mais!
Quem sobreviverá?

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