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Para esta noite, no Pacaembu, bastava uma vitória simples, por 1 a 0, para garantir a classificação à próxima etapa.
Parecia fácil!
Mas aí, o Peixe foi julgado, nesta terça-feira, pela Conmebol, por ter escalado, de modo irregular, o meia uruguaio Carlos Sánchez.
O veredicto foi de punição ao Santos, que teve o jogador liberado para o confronto no Pacaembu, mas, com um placar adverso de 3 a 0 a ser superado.
Um absurdo, e sem tamanho, tendo em vista a falta de respeito por um trabalho que foi elaborado, ao longo da semana, e teve de ser jogado no lixo, por uma decisão como esta, comunicada pelo Tribunal de Disciplina da Conmebol, às 10h49, menos de 9 horas do apito inicial.
O Santos errou, isso é fato, não há como dizer o contrário, mas, a punição dada é algo que ultrapassa o limite do bom senso.
Em entrevista, o presidente santista, José Carlos Peres, disse que, se possível, levará o caso à Fifa e pedirá a paralisação da Libertadores.
Trata-se, a meu ver, de uma declaração dada no calor da emoção e que tem uma chance muito mínima de ser levada adiante.
Acredito, de verdade, que o que foi dito pelo técnico Cuca - e de modo bastante corajoso, diga-se - é o que deve prevalecer para o time da Baixada: mais profissionalismo.
O Santos, com a história e a vivência internacional que tem, não pode ser presa fácil, de modo a cair em arapucas como esta.
Já passou da hora de mostrar força, vitalidade, experiência, coisa que somente uma equipe grande possui e tem condições de manter.
O único fato positivo que ocorreu durante a partida, que foi interrompida pela arbitragem antes dos 90 minutos, devido à invasão de campo, foi a bela defesa do goleiro Vanderlei, em um pênalti, ja no final do primeiro tempo.
Muito pouco para um clássico sul-americano, com direito a 10 títulos de Libertadores.

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