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Para o duelo da volta, disputado hoje à noite, no Mineirão, uma vitória simples ou um empate garantiria o time mineiro na próxima fase.
O Santos, por sua vez, não tinha o menor interesse em facilitar a vida azul celeste.
Quando a bola rolou no Mineirão, o Cruzeiro começou melhor, com chances claras de gol e um Thiago Neves como há muito não se via, inspirado, responsável pela articulação e finalização em algumas jogadas, como na que resultou no gol dele, aos 12 minutos.
Com 2 a 0 no placar agregado, houve um excesso de confiança por parte do elenco cruzeirense, que, permitiu ao Peixe explorar o contra ataque, gostar do jogo e chegar à igualdade, aos 42, com Gabriel.
Na etapa final, o Cruzeiro pressionou mais, teve boas oportunidades e chegou a comandar as ações ofensivas, de modo a passar a impressão que a classificação estava garantida e era questão de momento.
Mas, Bruno Henrique, totalmente avesso a essa ideia, virou para 2 a 1, quando faltavam 6 minutos para completar os 90 de bola em jogo.
Com os 2 a 2 no placar agregado, a decisão caminhou às penalidades máximas.
Antes, porém, disso acontecer, o árbitro Rodolpho Toski Marques, deu 5 minutos de acréscimos e interrompeu, aos 50, um contra ataque santista, que partia com vantagem numérica de jogadores ao campo de ataque e, assim, com grandes possibilidades de chegar ao placar de 3 a 1, que daria a classificação à equipe da Baixada.
Achei premeditado.
Não vou falar em regra, no que tange a critério desportivo, mas, ao bom senso.
Se algum jogador do Cruzeiro fizesse a falta, ele poderia encerrar após a cobrança de falta, àquela altura ainda nas proximidades do círculo central. Ninguém o questionaria por isso.
Agora, como não houve falta, impedimento e o lance seguia, seria coerente da parte dele aguardar a conclusão da jogada.
Por não ter feito isso, causou um desconforto desnecessário, com protestos do técnico Cuca e do goleiro reserva do Santos, Valdimir, expulso por reclamação.
Este fato isolado, acredito, mexeu com o emocional dos jogadores do Santos, que, nas penalidades, viu a estrela de Fábio brilhar, ao defender os três pênaltis (Bruno Henrique, Rodrygo e Jean Mota) e encerrar a disputa em 3 a 0 para o Cruzeiro, que aguarda, agora, por Palmeiras ou Bahia.
Fábio, diga-se, nada tem a ver com a confusão.
Fez o que dele é esperado!
E fez em grande estilo, com categoria, para o recalque de muitos que nunca o valorizou e o chamou para defender a Seleção Brasileira.
Acontece!
Não deveria, mas acontece!

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