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| Marcello Zambrana / AGIF |
A partida foi daquelas em que a equipe Tricolor do Morumbi teve total controle das ações no primeiro tempo e só não chegou ao gol por uma obra do acaso, uma fatalidade.
No segundo tempo, por sua vez, prevaleceu a velha máxima de quem não faz, toma!
O Colón definitivamente não é uma equipe de ponta do futebol argentino, como um Boca Júniors, River Plate ou Racing. É um time mediano pra bom, que não causa qualquer frisson.
Ainda assim, o São Paulo deu espaço e permitiu que o adversário chegasse ao gol e desse as cartas a partir deste momento, ao impor a catimba e o domínio territorial, que tirou o clube paulista do sério.
Prova maior desse controle argentino foi a não expulsão de Diego Souza, que golpeou Ortiz por trás, sem que houvesse auxílio do VAR - não adotado na Sul-Americana - e o árbitro uruguaio Leodan Frankin González Cabrera visse ou fosse informado do lance; além do cartão vermelho direto para Brenner, que empurrou seu marcador após sofrer falta.
Uma postura inaceitável para um time copeiro, acostumado a participar de competições internacionais e que, exatamente por isso, não pode demostrar tamanho descontrole.
Jogar na Argentina, com a obrigação de uma vitória, para alcançar a classificação é algo muito difícil, complicado, ainda mais se não demonstrar segurança, postura e, assim, anular toda e qualquer possibilidade de provocação.
O São Paulo, ao contrário do Colón, não é um time mediano em ascensão, mas um grande clube em fase de recuperação, com arestas a se reparar.
A oportunidade de avançar ainda mais, só depende dele, São Paulo.
Que a Diretoria, em comunhão à comissão técnica tenham uma rápida e eficaz atitude, ou até o bom trabalho que é feito no Campeonato Brasileiro correrá sérios riscos!

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