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| Destak Jornal |
É normal que a imprensa fique atenta, os torcedores queiram um posicionamento coerente, eficaz e prático.
Nada, no entanto, é tão fácil no futebol.
O Corinthians, há um bom tempo, passa por um desmanche, sem expectativa de reposição à altura e vive num clima de total insegurança política.
Neste tipo de cenário, e com um técnico que caiu de para-quedas, sem querer saltar, é difícil imaginar algo que se aproxime do sucesso desejado.
Culpar Osmar Loss, portanto, é uma covardia sem tamanho.
O Corinthians realiza uma campanha mediana para fraca no Brasileiro, devido à falta de habilidade da diretoria em investir em peças necessárias e manter as boas opções que tem em mãos.
Se analisarmos apenas os números de Loss, haverá quem o sentencie como o grande e único culpado: em 22 jogos, venceu 8, empatou 4 e perdeu 10.
Mas, os números, por mais que sejam inquestionáveis, nem sempre mostram o resultado do trabalho realizado longe dos holofotes, das câmeras.
Fábio Carille, que antecedeu a Loss, era auxiliar técnico e assumiu o posto principal com brilhantismo, ao ponto de até ser cotado como futura opção à Seleção Brasileira.
Loss não teve o mesmo repertório e sequer pode contar com muitos dos principais atletas que o time alvinegro teve, casos de Balbuena, Rodriguinho, Maicon, Sidicley, Jô, Guilherme Arana, para fazer voos mais longos e objetivos, não tão rasos e com o risco de se chocar nas montanhas.
No domingo, dia 8, terá Palmeiras e Corinthians, no Allianz Parque.
Clássico que sempre resulta em polêmica, devido à enorme rivalidade e histórico nos comlnfrontos.
Caso perdesse o clássico ao arquirrival, a situação de Loss seria insustentável.
Não acredito, no entanto, numa possível preservação da Diretoria ao treinador que ela mesma jogou aos leões, sem que houvesse um mínimo de zêlo.
Enfim, o Corinthians, mais uma vez, mete os pés pelas mãos, e quem paga a conta por isso é ele, Osmar Loss.
Até quando?

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