quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Com gol de Pavón nos acréscimos, Boca elimina o Cruzeiro no Mineirão

Pedro Vilela / Getty Images
O Mineirão estava lotado, parecia a Bombonera brasileira, para o clássico entre Cruzeiro e Boca Júniors, pelas Quartas-de-Final da Libertadores.

A equipe celeste, empolgada com o apoio maciço da torcida, tratou de buscar o gol desde o primeiro momento, com um Arrascaeta disposto e um Thiago Neves atento.

A situação para este duelo entre Brasil e Argentina, era a seguinte: o placar de 2 a 0 levaria a decisão aos pênaltis. Vitoria por diferença igual ou maior a três gols classificaria o Cruzeiro.

Por mais que houvesse vontade, luta, faltou uma dose homeopática de tranquilidade na troca de passes. Foram muitas as jogadas que não tiveram continuidade, seja por erro ou bloqueio do meio campo do Boca, que não facilitou em nada a vida da equipe palestrina.

Quando tudo parecia caminhar para um empate sem gols, Barcos foi às redes, mas o lance foi anulado pelo árbitro uruguaio, Andrés Cunha, que assinalou um jogo perigoso de Dedé, que dividiu a bola com o goleiro Rossi, com o pé a altura do rosto do rival.

No segundo tempo, Arrascaeta foi derrubado na área. Pênalti que arbitragem marcou, mas logo em seguida desconsiderou, pois um de seus auxiliares acusou impedimento.

Pouco tempo depois, aos 57 minutos, Sassá entrou no lugar de Lucas Silva. Logo no seu primeiro lance, fez o Mineirão explodir em festa, com um gol: 1 a 0.

Se na primeira etapa o time xeneize permitiu um jogo franco, aberto, no segundo, tratou de fechar a casinha, investir no contra ataque, para matar o jogo, e na catimba, para irritar a torcida e ganhar tempo.

Nesse meio tempo, Dedé cometeu falta e foi expulso com correção, por já ter levado cartão amarelo em lance anterior.

Em virtude da catimba Argentina, o uruguaio deu 6 minutos de acréscimos.

Aos 48, o castigo: Ábila, que já havia acertado uma bola na trave de Fábio, iniciou a jogada que resultou no gol de Pavón, que garantiu a classificação do Boca, que enfrentará o Palmeiras na semifinal.

Palmeiras, que, na fase de grupos, teve a chance de eliminar o time argentino, mas a desperdiçou.

Será que realiza tal feito agora?

Difícil!

O Boca, na fase de mata-mata é semelhante à Itália em Copa do Mundo: uma vez lá, é carne de pescoço para ser eliminada.

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