segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Rodada com pênaltis inexistentes colocam em pauta o uso do VAR

Gazeta Esportiva
Em três das dez partidas válidas pela 27a. rodada do Campeonato Brasileiro, a arbitragem acabou por ser o grande destaque em pauta.

Começou com Palmeiras e Cruzeiro, no Allianz Parque, continuou com Internacional e Vitória, em Porto Alegre, e encerrou com Santos e Atlético-PR, na Vila Belmiro.

Foram três pênaltis, que definitivamente não aconteceram, e foram assinalados pelos senhores com apito e cartão nas mãos.

Os lances em que foram dados os pênaltis a favor do Cruzeiro e do Internacional, foram absurdos: os zagueiros interrompem as jogadas com as mãos - isso é inquestionável - mas, em ambos os casos, fora da área.

Quanto ao que aconteceu a favor do Santos, o jogador do Peixe joga o corpo sob o marcador, desta forma, seria falta de ataque, nunca pênalti.

Os lances citados causaram grande indignação, revolta em alguns cartolas, como Mauricio Galiotte, do Palmeiras, que foi à sede da CBF, no Rio de Janeiro, e se reuniu por cinco horas com o Coronel Marinho (que responde pela arbitragem), Coronel Nunes (atual presidente da entidade), e Rogério Caboclo (que assumirá a CBF a partir de janeiro de 2019).

A princípio, a entidade máxima do futebol brasileiro fará com que os árbitros Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA- PA), Sávio Pereira Sampaio (DF) e Caio Max Augusto Vieira (RN) serão escalados apenas para os jogos da Série B.

O VAR (Árbitro de Vídeo), implantado na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, que foi também adotado em alguns dos principais campeonatos europeus, na Libertadores e rejeitado por muitos dos clubes brasileiros, por questões ditas financeiras, voltou a ser lembrado.

Dentre os que foram prejudicados na atual rodada, o único que se manifestou a favor do uso da tecnologia no apoio à arbitragem foi o Palmeiras, de Galiotte. O Atlético-PR e o Vitória foram contrários à ideia.

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