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| Arte: Toque de classe |
Desde o fim da Era Pelé, da geração fabulosa dos anos 80, com Sócrates, Zico, Falcão, que esteve em duas Copas do Mundo, e não conquistou nenhuma, muitos foram os questionamentos.
Afinal: jogar bonito e correr o risco de não atingir o resultado desejado, vale a pena?
O Tetracampeonato, nos Estados Unidos, com um futebol burocrático, com o intuito de simplesmente atingir o objetivo mais interessante, veio como uma resposta definitiva e rasteira.
Tem quem dê nome à essa época de Era Dunga. Eu, sinceramente, discordo. Não acho justo que o então capitão carregue o peso da fama nas costas por uma decisão que foi tomada além das quatro linhas, por uma comissão técnica que influenciou toda uma nova safra de técnicos, que acreditam, até hoje, neste "ensinamento" como uma verdade absoluta, a salvação do nosso futebol.
Amanhã será disputada a finalíssima da Libertadores, entre River Plate e Boca Júniors, no Monumental de Nuñez. Duelo este que gera muita expectativa, no torcedor e na imprensa, pelo bom desempenho e futebol de ambos.
Fiz uma singela coleta de dados para verificar se a realidade do futebol argentino é similar - ou não - ao brasileiro.
Para tal comparação, peguei duas equipes brasileiras (Cruzeiro e Flamengo) e duas argentinas (Boca e River), que se enfrentaram tanto nos respectivos campeonatos nacionais, como na Libertadores.
O resultado foi o seguinte: Quando pelo Campeonato Brasileiro, o Flamengo venceu o Cruzeiro por 1 a 0, teve 53% de posse de bola, com 4 finalizações certas e 350 passes trocados. Já pela Libertadores, no choque brazuca, o Rubronegro também venceu por 1 a 0, teve 58% de posse de bola, com 2 finalizações certas e 414 passes trocados.
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| Footstats |
No momento em que ocorre o confronto entre brasileiros e argentinos, a realidade do jogar pelo resultado fica latente.
Flamengo e River decidiram a primeira e segunda colocação no Grupo 4. O empate de 0 a 0, garantiu o River na liderança e fez com que o Flamengo não enfrentasse o Racing, mas, sim, o Cruzeiro, nas Oitavas.
No empate sem gols, o River, desejoso da vitória, teve 59,3% de posse de bola, contra 40,7% do Flamengo, que trocou apenas 224 passes, enquanto que o River, 448. Nas finalizações foram 13 a 8 para o time argentino.
Já no duelo decisivo entre Cruzeiro e Boca Júniors, no Mineirão, nas Quartas-de-Final, o resultado de 1 a 1 deixou desapercebida a superioridade cruzeirense, que ao precisar vencer por 3 gols de diferença, teve 57,9% de posse de bola, com 3 finalizações certas, num total de 17, e 334 passes trocados
Para encerrar, vamos falar de Boca e River. Pelo Campeonato Argentino, os Millionarios venceram por 2 a 0, num duelo em que teve a posse de bola por 48%, contra 52% dos xeneizes. No toque de bola: 446 a 411 pro Boca. E nas finalizações: 17 a 7.
Na Libertadores, o Boca teve 54% de posse de bola, contra 45%; 241 passes, contra 192 e 14 a 12 nas finalizações. O resultado? Um belíssimo empate, de 2 a 2.
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| Superliga Argentina de Fútebol Oficial |







Belo informativo! A história e a cultura do futebol brasileiro nunca foi somente jogar no contra ataque ou por uma bola. Espero que a nova safra de técnicos possa reverter essa condição. FM
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