terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Os 7 anos do adeus do grande filósofo da bola

Rememori
O nome era de filósofo: Sócrates. A nacionalidade: Brasileira. Por isso, nada mais justo que ser batizado como Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira.

Um nome imenso, como foi o futebol dele em campo, com as camisas do Botafogo de Ribeirão Preto, Corinthians, Santos, Fiorentina, Flamengo e, claro, Seleção Brasileira.

Sócrates definitivamente não foi um simples nome a ser lembrado pelos amantes do bom futebol, que apreciavam sua inteligência com a bola nos pés.

Foi muito mais do que isso.

Não cheguei a ver em tempo real as partidas dele, apenas os vídeos de jogos que entraram para a história, pelo Corinthians e a Seleção canarinho, mas, mesmo assim, não houve como não reparar no como a bola corria em campo, com seus passes objetivos e com um calcanhar que deixava qualquer um na cara do gol.

Azar das Copas do Mundo de 1982, na Espanha, e de 1986, no México, que não o viram festejar as conquistas delas.

O filósofo do nosso futebol também mostrou sua veia política no início dos anos 80, com a eternizada Democracia Corinthiana, com as participações de Vladimir e Casagrande, num ato contra a Ditadura imposta pelo Regime Militar.

Anos antes de morrer, Sócrates assinou uma coluna, com viés político, na revista CartaCapital, do grande Mino Carta.

Foi neste período que tive a oportunidade de conversar com ele ao telefone e guardar, com carinho, a lembrança de alguém que demonstrava uma cordialidade plena, com cuidado, atenção a cada palavra dita por mim.

As respostas? Sempre acompanhadas de uma risada debochada, que nos deixava cada vez mais à vontade, sem aquele ranço, um tom de superioridade ou descaso.

Ao contrário, ele conversava com total leveza, sem compromisso, como um grande e velho amigo.

Enfim, Sócrates era Sócrates, e Brasileiro, para nosso eterno e saudoso orgulho!

Nenhum comentário:

Postar um comentário