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| Rememori |
Um nome imenso, como foi o futebol dele em campo, com as camisas do Botafogo de Ribeirão Preto, Corinthians, Santos, Fiorentina, Flamengo e, claro, Seleção Brasileira.
Sócrates definitivamente não foi um simples nome a ser lembrado pelos amantes do bom futebol, que apreciavam sua inteligência com a bola nos pés.
Foi muito mais do que isso.
Não cheguei a ver em tempo real as partidas dele, apenas os vídeos de jogos que entraram para a história, pelo Corinthians e a Seleção canarinho, mas, mesmo assim, não houve como não reparar no como a bola corria em campo, com seus passes objetivos e com um calcanhar que deixava qualquer um na cara do gol.
Azar das Copas do Mundo de 1982, na Espanha, e de 1986, no México, que não o viram festejar as conquistas delas.
O filósofo do nosso futebol também mostrou sua veia política no início dos anos 80, com a eternizada Democracia Corinthiana, com as participações de Vladimir e Casagrande, num ato contra a Ditadura imposta pelo Regime Militar.
Anos antes de morrer, Sócrates assinou uma coluna, com viés político, na revista CartaCapital, do grande Mino Carta.
Foi neste período que tive a oportunidade de conversar com ele ao telefone e guardar, com carinho, a lembrança de alguém que demonstrava uma cordialidade plena, com cuidado, atenção a cada palavra dita por mim.
As respostas? Sempre acompanhadas de uma risada debochada, que nos deixava cada vez mais à vontade, sem aquele ranço, um tom de superioridade ou descaso.
Ao contrário, ele conversava com total leveza, sem compromisso, como um grande e velho amigo.
Enfim, Sócrates era Sócrates, e Brasileiro, para nosso eterno e saudoso orgulho!

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