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O período de negociações no mercado brasileiro segue cada dia mais audacioso. As cifras apresentadas por este ou aquele jogador causam espanto no mais simplório dos assalariados.
De Arrascaeta, por exemplo, foi levado do Cruzeiro para o Flamengo por R$64 milhões, num contrato que terá durabilidade de cinco anos e poderá chegar, pelo que foi divulgado, aos R$90 milhões. O salário do uruguaio girará em torno de 1,2 milhões mensais.
Gabigol, que pertence ao time da Internazionale de Milão, da Itália, e na temporada passada foi artilheiro da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro com a camisa do Santos, receberá por mês um valor próximo ao de Arrascaeta: 1,25 milhões.
No Palmeiras, quem causa alvoroço é Ricardo Goulart, que é do Guangzhou Evergrande, da China, e foi emprestado para o time alviverde quase que de graça.
Os vencimentos de Goulart beiram os R$ 3 milhões mensais. O acerto, de acordo com o Blog do PVC, foi o seguinte: o Palmeiras arcará com apenas R$600 mil por mês, não pagará nada pelo empréstimo e, ao final de um ano, poderá comprá-lo por €10 milhões.
Como o Euro, assim como o Dólar ou outra moeda estrangeira não possui valor tabelado, fixo, daqui um ano o Palmeiras terá de se preparar para uma variação - maior ou menor - no montante pedido pelos chineses, para ter o jogador em definitivo.
Paulo Vinícius Coelho ainda afirma que a Crefisa, maior investidora palmeirense, não participará em nada para esta temporada de Ricardo Goulart.
Eu, sinceramente, não acredito nisso. Creio que, por agora, a Crefisa pode não injetar dinheiro na negociação, mas, mais adiante, quando estiver para vencer o prazo e houver o interesse em definitivo, a ajuda será dada, sim.
Agora, precisa ver se todo esse caminhão de dinheiro, seja por Gabigol, De Arrascaeta ou Ricardo Goulart valerá, de fato, a pena, e trará o retorno desejado pelos respectivos clubes.
Eles terão de suar a camisa, fazer gols, assistências, para compensar tudo isso.
Até aqui, a única certeza que existe é que os clubes terão altas despesas, dívidas a serem quitadas em um tempo determinado, no mais, é mera especulação.

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