sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O triste adeus ao sonho, no Ninho do Urubú

Twitter do Flamengo
Outro dia, neste Toque de classe, escrevi sobre o Alzheimer cotidiano ao qual somos submetidos, devido ao bombardeio de informações, das quais poucas são, de fato, confiáveis.

O motivo para tal explanação, à época, foi a tragédia ocasionada com a queda das barragens em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Em momentos como estes aparecem repórteres investigativos, que conseguem furos, exclusivas das mais variadas formas.

Apuração, de fato, são poucos os que realizam.

Hoje, no Ninho do Urubú, centro de treinamento do Flamengo, um incêndio consumiu o alojamento em que jovens da categoria de base do clube dormiam.

Até o momento, o que é veiculado é que tudo ocorreu por um problema com o ar condicionado e que o referido espaço, segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, era identificada como uma área reservada para o estacionamento.

E mais: o espaço em questão seria demolido, por não possuir alvará, não ter condições apropriadas, por falta de segurança.

Mauro Cezar Pereira, em seu novo blog, no UOL, chama a atenção para que a questão da solidariedade com os familiares das vítimas ganhe mais atenção no momento, sem que haja o descuido no pôr luz aos fatos e identificar os reais culpados por tamanha tragédia.

Concordo com ele.

Há familiares que demoraram para saber do ocorrido, por viverem em condições tão humildes, que sequer possuem telefone, quiçá, internet.

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, disse que dará assistência às famílias dos jogadores com 14, 15 anos, que se machucaram, morreram no incêndio.

Por melhor que seja a intenção, custa compreender de que forma seria esse auxílio. Não há como trazer de volta quem já morreu. Nós não somos capazes disso!

Tomara que possamos aprender, com essas tragédias neste início de ano, e tenhamos mais cuidado com o que nos pertence e amamos!

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