terça-feira, 19 de março de 2019

Esse São Paulo...

Blog do Juca Kfouri
Pai, perdão por usar deste espaço para relembrar um episódio que não foi lá dos mais magníficos da nossa relação.

Sou são-paulino como o senhor e sempre o ouvi retrucar quando elogiava aquele time fantástico, dos anos 90, com Zetti, Victor, Válber, Ronaldão e Ronaldo Luiz; Cafú, Pintado, Raí e Toninho Cerezzo; Müller e Palhinha, com Telê Santana como técnico.

Sempre o vi como referência, e imaginava o que o São Paulo dos anos 50 tinha feito de tão espetacular, para que você também lembre a escalação, com Poy, De Sordi e Mauro; Pé de Valsa, Bauer e Alfredo Ramos; Maurinho, Albella, Gino, Negri e Teixeirinha.

Mas, pai, francamente, aquele São Paulo e Palmeiras... demorei para "te perdoar".

Era a 30a. rodada do Campeonato Brasileiro, dia 19 de outubro de 2008, já na Era dos pontos corridos. Tínhamos almoçado, lavado, enxugado e guardado a louça. A hora era de ver o grande clássico daquela tarde de domingo.

O primeiro tempo, assisti sozinho.

Quando no intervalo, com o placar de 2 a 0 para o Tricolor, com gols de Rogério Ceni e Dagoberto, o convenci a assistir os últimos 45 minutos ao meu lado.

Bom... aí... o Palmeiras empatou, com Kléber, o Gladiador, e Leandro.

Situação mais que pertinente para o senhor dizer que esse São Paulo era um "timinho refrigereco" e eu desse a ideia de colocar seus pés no forno para esquentá-los.

Neste último sábado, pai, teve São Paulo e Palmeiras de novo, pelo Paulistinha.

O "timinho refrigereco", desta vez, perdeu.

Eu, pai, senti sua falta, dos teus xingos, provocações.

Para aliviar um pouco a saudade, deixo os meus parabéns, pelo seu aniversário, que é muito mais importante que qualquer vitória ou título do nosso Tricolor!

Beijão!

Te amo muito!

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