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| Marco Bertorello/AFP - DW |
A razão para que estes dois grandes times europeus, da Itália e da Inglaterra, tenham subido mais um degrau na competição que é tão badalado do Velho Continente, é o futebol arte, a magia com a bola nos pés, demonstradas por um português e um alemão, respectivamente.
Cristiano Ronaldo e Leroy Sané, para quem ainda não sabe, são os nomes em questão.
Sobre o português, já adianto: ontem, ao escrever sobre o retrospecto dele contra o Atlético de Madrid, nos tempos de Real, e finalizar o artigo com a pergunta "Será que CR7 fará um novo hat-trick?", não fazia a menor ideia que a resposta fosse sim e justamente hoje.
Ele vive intensamente o clima de Liga dos Campeões, é um jogador que ama e se envolve por completo na fase de mata-mata, que literalmente briga contra tudo é contra todos para ter o direito de festejar o título.
Os três gols, na vitória por 3 a 0, no Allianz Stadium, em Turim, é prova disso.
O alemão, por sua vez, não é tão insinuante assim, mas, sim, alguém que liga o motor de arranque, que faz a bola girar, ao ponto de dominar o campo adversário e achar a opção mais viável para aniquilar o rival.
Em Gelsenkirchen, no jogo de ida com o Schalke 04, Sané entrou aos 78 minutos e fez um golaço de falta, aos 85.
Hoje, ele fez dois gols - um anulado - e deu assistência para outros três, dos 7 a 0, no Etihad Stadium.
Enfim, dois gênios, cada qual com sua forma de lidar com a responsabilidade de ser a estrela maior do time.
Jogadores, portanto, que marcam, fazem e entram para a história de um futebol que quase não é visto nas Américas e, por isso, dá saudade.

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