quinta-feira, 30 de maio de 2019

Muralhas intransponíveis

Correio24horas / Via Comercial
Ser goleiro de um grande time ou de uma Seleção Nacional é uma tarefa árdua que poucos aceitam encarar e levar adiante com profissionalismo.

Quando esse desafio é levado adiante, com maestria, o habitual é que o camisa 1 seja imortalizado, lembrado como patrimônio do clube.

Victor, do Atlético Mineiro, e Fábio, do Cruzeiro, são dois exemplos magistrais e categórico de profissionalismo e dedicação debaixo das traves.

Possuem reflexo apurado, boa colocação dentro da área, liderança junto aos seus defensores e, há tempo, mostram habilidade nas cobranças de pênalti.

Nas duas últimas temporadas, em especial, ambos defenderam três pênaltis e classificaram seus times às etapas seguintes.

As defesas de Fábio foram diante do Santos, treinado à época por Cuca, pelas Oitavas-de-Final da Copa do Brasil de 2018. Já as de Victor, foram contra o Union La Calera, do Chile, pela Sul-Americana deste ano.

Tanto os cruzeirenses, como os atleticanos, têm e terão motivos de sobra para não esquecerem de Fábio e Victor, não apenas pelo grande e recente feito, mas pelo conjunto da obra.

Tentei puxar pela memória - e olha que a minha é ótima, como a da minha mãe -, mas não recordei de um episódio tão pitoresco e histórico, tanto no que diz respeito ao futebol nacional, como ao mundial.

Em contra partida, há o caso de Martín Palermo, atacante do Boca Júniors, que, durante a Copa América de 1999, perdeu três pênaltis em clássico com a Colômbia, no dia 3 de julho, em Buenos Aires.

O curioso dessa história é que todos se lembram de Palermo, por perder as três cobranças - na verdade, ele mandou duas para fora e teve a última defendida pelo goleiro (?).

Se perguntarmos para alguém, algum argentino, serão poucos os que saberão o nome do goleiro que ficou à frente do camisa 9.

Miguel Calero, goleiro que defendeu o Deportivo Cali e o Atlético Nacional, da Colômbia, além do Pachuca, do México, conhecido por "El Condor", foi quem defendeu uma das três cobranças, há exatos 20 anos.

Três goleiros, três lendas para um só futebol!

Pode isso, Arnaldo?

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