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A conquista foi em Madrid, no Wanda Metropolitano - campo do Atlético - em que torcedores dos Reds e dos Spurs se dividiram, mas se juntaram para assistir a um grande espetáculo.
Espetáculo que não foi dos mais empolgantes durante a primeira etapa, em que o Liverpool teve um pênalti duvidoso, logo aos 30 segundos, convertido por Salah, e foi marcado por uma enormidade de passes errados de ambos os times (51 a 46 para o Tottenham), talvez pelo nervosismo de uma final tão aguardada como esta.
O segundo tempo, no entanto, foi aquele famoso vai ou racha, em que tanto Liverpool como Tottenham buscaram mais o gol e os técnicos Jürgen Klopp e Maurício Pochettino mexeram com as peças no tabuleiro.
A princípio, ficou uma imensa interrogação na cabeça de alguns torcedores do Liverpool, quando Klopp tirou o atacante Roberto Firmino e colocou o jovem Origi, grande responsável pela classificação à final, na partida contra o Barcelona, em que foi às redes por duas vezes e eliminou a equipe de Lionel Messi.
O Tottenham, que não havia sequer chegado com perigo à meta de Alisson nos primeiros 45', voltou determinado em mudar a sorte do jogo e ser campeão.
Alisson foi um monstro! Mostrou elasticidade, reflexo, boa colocação ao evitar o gol dos Spurs em, pelo menos, seis oportunidades.
Pochettino foi ousado, em manter Harry Kane e colocar Lucas Moura junto com Son, Delle Ali e Eriksen.
Mas a noite era de Jürgen Klopp, que confiou na juventude de Origi, que marcou o segundo gol, o do título, aos 87', para o delírio de uma torcida que cantava em alto som "You'll never walk alone" (Você nunca andará sozinho), antes, durante e depois da partida.
Muitos podem questionar se houve justiça ou não no pênalti assinalado no início da grande final.
Eu recorro aos dizeres do amigo Ercílio Jonathan que afirma não existir justiça no futebol.
Ao mesmo tempo, faço um outro questionamento: Seria justo Jürgen Klopp ficar sem uma grande conquista, após os 4 anos que está à frente do Liverpool que ele mesmo montou?
Eu creio que não...

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