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| Arte: Toque de classe |
Na fase de grupos, é verdade, o escrete canário goleou os peruanos, com razoável facilidade, por 5 a 0. Mas, para a final, isso não quer dizer nada.
Para os mais antigos ou aos historiadores do futebol, lembranças da Copa do Mundo de 1954, na Suíça, são mais que pertinentes, para mantermos os pés no chão.
Naquela oportunidade, a Hungria, de Puskas, era uma seleção a ser batida, com um grupo estelar, que ganhava, e bem, de todos os que apareciam pela frente.
Na fase de grupos, a Hungria fez 9 a 0 na Coréia do Sul e 8 a 3 na Alemanha Ocidental; nas Quartas-de-final, eliminou o Brasil, com o placar de 4 a 2, e na semi, o Uruguai, com o mesmo resultado.
Já na final, diante da Alemanha Ocidental, a situação foi totalmente diferente: os húngaros saíram na frente, com 2 a 0, gols de Puskas e Czibor, mas os alemães viraram para 3 a 2, com gols de Morlock e Rahn (2) e ergueram a taça pela primeira vez.
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Para quem se interessar em saber sobre os "bastidores" da campanha alemã na Copa de 54, vale muito a pena assistir ao filme "O milagre de Berna" (2003), com a direção de Sönke Wortmann.
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Waldir Pereira, o Didi, do Fluminense, do Botafogo, do São Paulo e do Real Madrid; Bicampeão do Mundo com a Seleção Brasileira (1958/62) fez história contra e a favor dos peruanos.
No dia 21 de abril de 1957, pelas Eliminatórias, Didi fez o famoso gol de "folha seca", contra o Peru, aos 11 minutos, no Maracanã, na vitória por 1 a 0, que garantiu a classificação à Copa de 58, na Suécia.
Anos mais tarde, em 1970, quando já havia pendurado as chuteiras, Didi foi, no México, o técnico da Seleção do Peru, que participou, à época, da primeira edição de uma Copa do Mundo, desde 1930.
Na fase de grupos, o selecionado peruano venceu a Bulgária por 3 a 2, Marrocos, por 3 a 0, e perdeu para a Alemanha, por 3 a 1, de modo a se classificar à fase eliminatória na segunda colocação do grupo 4.
A eliminação aconteceu no dia 14 de junho de 1970, já nas Quartas, diante da Seleção Brasileira, no Jalisco, em Guadalajara, com a derrota de 4 a 2, com gols de Rivellino, Tostão e Jairzinho, para o Brasil; Gallardo e Cubillas, para o Peru.
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A melhor descrição que já li sobre o gol "folha seca" está registrada no "Manual do Zé Carioca", publicado em 1974, com pesquisa e consultoria do grande Claudio Carsughi, da rádio Jovem Pan, em São Paulo, que diz:
"Há uma falta nas proximidades da área. Didi ajeita a bola, olha para o gol e chuta sem muita força. A Bola sobe, encobre a barreira; parece que vai passar sobre o gol, mas cai rapidamente, em curva, surpreendendo o goleiro. É gol. De 'folha seca' do Didi."

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