terça-feira, 30 de julho de 2019

Armani defende dois pênaltis e elimina o Cruzeiro

Globoesporte.com
Depois de um jogo complicado, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, em que o Cruzeiro empatou com o River Plate em 0 a 0, com direito a um gol anulado - corretamente - de Marquinhos Gabriel e um pênalti desperdiçado, já nos acrescimos, por Matías Suárez, a única esperança de classificação à equipe celeste era a de uma vitória simples no tempo normal.

Mano Menezes, para o duelo no Mineirão, escalou a equipe basicamente com a mesma formação que enfrentou o Atlético Mineiro, pela Copa do Brasil, sem um centro-avante de ofício, mas com Pedro Rocha como um 'falso 9', isolado à frente.

O grande problema, no entanto, foi a ausência um armador, um homem de ligação, que fizesse a bola rolar com objetividade, de modo que o meio de campo e o ataque participassem mais ativamente e pudessem finalizar mais a gol.

A única opção, até a entrada de Robinho, aos 60, no lugar de Ariel Cabral, era o lateral Orijuela, que, ao mesmo tempo que era efetivo no apoio ao ataque, cometia muitas faltas, o que facilitava a vida do River Plate.

Marcelo Gallardo, que tenta o Bicampeonato da Libertadores à frente do clube argentino, surpreendeu ao colocar Jorge Carrascal, quando a dúvida era em torno de Palácios e De la Cruz, que iniciaram no banco de reservas, mas entraram no decorrer dos 90 minutos.

O capitão Leonardo Ponzio também foi outro nome que marcou presença hoje e esteve ausente há uma semana, em solo argentino.

O que ninguém punha em xeque e, de certa forma, já temia por isso, é que o River viria para Belo Horizonte atrás de um novo empate sem gols, para que a vaga às Quartas-de-Final fosse definida nos pênaltis, em que o goleiro Armani é um verdadeiro paredão.

E foi Armani, nas penalidades máximas, que eliminou o Cruzeiro, ao defender as cobranças do capitão Henrique e do garoto David, ao dectetar o placar de 4 a 2, no Mineirão com mais de 50 mil torcedores, que apoiaram do início ao fim.

Agora, no que diz respeito à Libertadores, podemos aguardar com alguma ansiedade o clássico River e Boca, nas semifinais, mas, preferencialmente, sem aquela confusão entre torcidas, que levou a final do ano passado para o Santiago Bernabéu, na Espanha, em uma situação no mínimo estranha, em que o colonizado recorre ao colonizador.

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