segunda-feira, 8 de julho de 2019

Os cinco anos do 7 a 1 alemão

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Hoje faz cinco anos que a Seleção Brasileira foi goleada pela Alemanha, no Mineirão, em Belo Horizonte, durante a Copa do Mundo de 2014, que já estava nas Quartas-de-Final.

Foi uma humilhação sem igual, que demorará a ser superada e ainda rende em questionamentos que dificilmente serão respondidos como se deve, no que tange à péssima administração dos clubes por parte da cartolagem e a desvalorização dos nossos campeonatos.

Por mais que seja um único jogo, devemos analisar com uma visão macro, como reflexo da falta de vontade para inovar, fazer um melhor aproveitamento da base e oferecer a possibilidade para o surgimento de novos craques, sem que precisemos nos apoiar em "muletas", como Neymar, Vinícius Júnior ou Lucas Paquetá, que estampam as páginas dos nossos jornais, são vendidos ao exterior e só retornam para encerrar a carreira, depois de quase 20 anos.

Agora que a Copa América acabou e o Brasil festejou a conquista do nono título na competição sul-americana, não podemos aceitar e cair na armadilha do 'tudo está lindo e maravilhoso'. Não está!

O Campeonato Brasileiro, que tem tudo pra ter a fama de uma Premier League, pelo equilíbrio existente entre os clubes, não é totalmente atraente ao público, pela falta de estrutura e conforto nos estádios, além do exorbitante valor dos ingressos.

A Copa do Brasil, que é um torneio menor, acaba por ser a "galinha dos ovos de ouro", por contar com maior premiação. Quanto aos estaduais, falidos que estão, são daquelas coisas que ninguém se dá ao trabalho de explicar o porquê ainda existem, a maioria rejeita, mas ninguém ousa tocar, por ser interessante aos olhos das federações, que precisam deles para eleger seus presidentes.

O Brasil não pode e nem deve viver de ilusão. Ainda mais de uma ilusão que só o leva pro atoleiro a cada início e final de temporada.

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