domingo, 3 de novembro de 2019

A democratização do acesso ao cinema no Brasil

Olhar Digital
Dentre os inúmeros temas já escolhidos para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o sobre a "Democratização do acesso ao cinema no Brasil" foi o que mais gostei.

O cinema é a linguagem mais pura e inclusiva de uma sociedade, que é retratada na telona, ao olhar de terceiros, que passam suas experiências, suas frustrações e dificuldades sem pestanejar.

Para que o filme seja produzido, levado ao grande público, precisamos de excelentes redatores, que sobrevivem ao assassinato, ao esquartejamento cultural que vivenciamos, por intermédio da revolução digital, causada pela internet e pelas mídias sociais.

Informações que demorávamos a receber, hoje encontramos às dúzias, com versões e pontos de vistas diferenciados, de modo a atender todos os públicos existentes.

As classes sociais, religiões, opções sexuais são evidenciadas nos quatro cantos do nosso país.

Divulgação
Quem quiser enxergar, basta olhar, tirar a venda dos olhos.

Tratar da inclusão social é um dos temas mais fáceis e polêmicos ao mesmo tempo, devido às varias formas de abordagem.

A comunicação é a mais simples e importante delas.

Por isso, ao escrever sua redação, saiba que você pode cooperar, e muito, para que alguém seja aceito como é, sem preconceitos.

Mas, ao escrever, use das suas experiências, da sua vivência, sem que a linguagem usada seja assassinada, rejeitada, como se não houvesse importância alguma.

Vou confessar: quando vim, em 2012, para Belo Horizonte, fiquei até outubro de 2017 sem escrever. Em todas as provas e processos que participei nesse meio tempo, fui mal nas redações.

A ideia de criar este Toque de classe, portanto, não foi simplesmente para tratar dos assuntos esportivos e sociais, mas, também, para recuperar minha paixão ao destacar as realidades da nossa comunidade.

Que a arte transmitida no cinema nunca morra no relento e, a cada dia, sobreviva aos incultos, que nada veem de bom nele.

E a escrita siga viva, rente ao papel, como na canção Aquarela, composta por Vinícius de Moraes e cantada por Toquinho.

Viva a diversidade brasileira!

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