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| Banda B |
A pesquisa também revelou um contingente estimado de 12,6 milhões de "pessoas desocupadas".
A informalidade, composta por pessoas que trabalham sem carteira assinada, atingiu a marca dos 41,1% da população, que equivale a 38,4 milhões de trabalhadores.
Essa informalidade não é necessariamente representada por gente com grande poder aquisitivo, que, ao ver uma porta fechada, se arrisca ao por a cara pra fora da janela com a finalidade de sobreviver a um capitalismo selvagem.
Aqui, em Belo Horizonte, são muitos os casos de vendedores ambulantes, em sinais de trânsito, pontos de ônibus e no próprio coletivo.
Balas, chicletes, chocolates, carteiras, apoiador pra celular, salgadinhos, são alguns dos produtos oferecidos na casa de R$1 a R$5, com o discurso de garantir o sustento da família e um pedido antecipado de desculpas, por incomodar o sossego da viagem para casa ou para o trabalho.
Eles realizam várias viagens ao longo do dia, para vender suas mercadorias e, em alguns casos, pagar pela passagem.
Digo alguns, pois, por mais que as empresas de ônibus abominem a ideia, há vendedores que são parças e entram pela porta de trás, sem pagar o valor da passagem e garantir 100% do arrecadado junto aos passageiros.
Dentre os desempregados, há os que pedem dinheiro para comer, beber, tomar banho na rodoviária, sempre com a carta de apresentação: "não sou ladrão".
Há os que são malandros de carteirinha, mas também os que são sinceros e precisam de ajuda.
Sábado agora, fui abordado por um jovem, de aparentemente uns 25 anos, que disse ser de uma outra cidade e precisava de dinheiro para tomar banho.
Vi sinceridade e um semblante de quem precisava de ajuda.
Conversei rapidamente, enquanto me dirigia ao trabalho. E o questionei sobre qual era o preço do banho. Ele respondeu: "Sem sabonete, R$8,90, com sabonete, R$10".
Sem comentar nada, continuei a caminhada, disposto a ajudar com os R$10.
Ele, então, perguntou para onde eu ia. Respondi que ia para o trabalho. Ele deu um passo pra trás e recomendou que fosse trabalhar e não o ajudasse, pois ia me atrasar.
Insisti, mas ele não aceitou.
Fui trabalhar e aguardei até o final do expediente para voltar àquele local e, na esperança do reencontro, ajudar o rapaz com o que precisasse.
Infelizmente não o encontrei novamente.
Que Jesus o abençoe!

A situação do país é crítica, nossos governantes não tem a mínima noção do que o povo brasileiro está enfrentando.
ResponderExcluirAbraços