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| Blog do Juca Kfouri |
Sou são-paulino como o senhor e sempre o ouvi retrucar quando elogiava aquele time fantástico, dos anos 90, com Zetti, Victor, Válber, Ronaldão e Ronaldo Luiz; Cafú, Pintado, Raí e Toninho Cerezzo; Müller e Palhinha, com Telê Santana como técnico.
Sempre o vi como referência, e imaginava o que o São Paulo dos anos 50 tinha feito de tão espetacular, para que você também lembre a escalação, com Poy, De Sordi e Mauro; Pé de Valsa, Bauer e Alfredo Ramos; Maurinho, Albella, Gino, Negri e Teixeirinha.
Mas, pai, francamente, aquele São Paulo e Palmeiras... demorei para "te perdoar".
Era a 30a. rodada do Campeonato Brasileiro, dia 19 de outubro de 2008, já na Era dos pontos corridos. Tínhamos almoçado, lavado, enxugado e guardado a louça. A hora era de ver o grande clássico daquela tarde de domingo.
O primeiro tempo, assisti sozinho.
Quando no intervalo, com o placar de 2 a 0 para o Tricolor, com gols de Rogério Ceni e Dagoberto, o convenci a assistir os últimos 45 minutos ao meu lado.
Bom... aí... o Palmeiras empatou, com Kléber, o Gladiador, e Leandro.
Situação mais que pertinente para o senhor dizer que esse São Paulo era um "timinho refrigereco" e eu desse a ideia de colocar seus pés no forno para esquentá-los.
Neste último sábado, pai, teve São Paulo e Palmeiras de novo, pelo Paulistinha.
O "timinho refrigereco", desta vez, perdeu.
Eu, pai, senti sua falta, dos teus xingos, provocações.
Para aliviar um pouco a saudade, deixo os meus parabéns, pelo seu aniversário, que é muito mais importante que qualquer vitória ou título do nosso Tricolor!
Beijão!
Te amo muito!

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