sábado, 9 de março de 2019

O fim do monopólio Global

JB Notícias
Para quem está acostumado a ver a Rede Globo como a detentora master das atrações esportivas, em especial do futebol, se espanta, neste início de 2019, com a retaliação feita por alguns clubes, que desejam uma fatia maior do bolo que costumam receber, pelos direitos de transmissão.

A Rede TV!, por exemplo, além de exibir alguns jogos da Premier League, garante ao seu público os confrontos da Sulamericana, em que participam o Corinthians, o Fluminense, Botafogo e já contou com Chapecoense, Santos e Bahia.

A FOX Sports é outra que, aos poucos, ganha espaço e audiência com os duelos da Libertadores, antes uma exclusividade da emissora carioca, que pertence à família Marinho.

Quem também abriu os olhos para lutar por uma boa fatia deste "novo mercado" foram as redes sociais, casos do YouTube e Facebook, com atrações nacionais e internacionais.

A grande preocupação, no entanto, é referente ao Campeonato Brasileiro, considerado o filé, uma das principais fontes de rendimento da emissora.

O Palmeiras, por exemplo, que exigiu da Globo um valor compatível ao oferecido para o Flamengo e o Corinthians, assinou com a Turner, que disponibilizará as partidas da equipe alviverde nos canais TNT e Space.

Não sou contra esta quebra de monopólio. Acredito, sim, na opção variada para se acompanhar os jogos de futebol, sem aquela coisa mecânica, automática, em que todos sabem o início, meio e fim.

Não será, pura e simplesmente, uma batalha por pontos no ibope, mas uma competição regional, em que o telespectador poderá ver o Corinthians na Globo, na Fox; o Palmeiras na TNT, no Space.

Os canais, por sua vez, terão a oportunidade de valorizar ainda mais a sua grade de programação, investir na formação de novas equipes e fortalecer o jornalismo esportivo, tão banalizado e esquecido nas últimas décadas.

Uma das emissoras que criaram novos mecanismos, mas não entrou na disputa pela transmissão dos jogos do Brasileiro e nenhuma outra competição que envolva clubes tupiniquins, foi a ESPN Brasil.

Ela criou o "Vestiário", que é um acompanhamento pós-jogo, tem o "Bate-Bola" antes da bola rolar, mas o jogo em si, não mostra.

É claro que cada emissora tem sua política, seus interesses, mas, eu, como telespectador que sou, fico decepcionado ao ter a chance de saber tudo sobre o assunto, sem o visualizar naquele espaço, em meio aos bons profissionais que possui.


Quanto ao Pay-per-view, o popular "pagar para ver", o mais provável é que haja uma redução no valor pago pelos assinantes, uma vez que não haverá previsão de transmissão integral do Brasileirão.

As operadoras, que vendem esse pacote, terão de se pronunciar a respeito - e o quanto antes -, para garantir a clientela, sem o risco de um grandioso prejuízo.

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