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Um clube que nada em dinheiro, é um dos mais ricos do mundo, que pode contratar quem quiser sem se preocupar com valores, não pode oscilar tanto ao ponto de expor suas fragilidades, desde a saída de Cristiano Ronaldo.
A temporada 2018/19 tem sido horripilante para o torcedor madridista.
No primeiro turno do Campeonato Espanhol, foi goleado por 5 a 1, pelo arquirrival Barcelona.
Na Copa Del Rey foi eliminado na semifinal pelo time Blaugrana, com placar agregado estabelecido em 4 a 1.
A goleada de hoje, de 4 a 1, no Santiago Bernabéu, imposta pelo Ajax, da Holanda, nas Oitavas-de-Final da Liga dos Campeões, foi apontada como "o pior resultado da história".
Não gosto dessas nomenclaturas, pois, além de escancarar a má fase de uma equipe, desqualifica o sucesso daquele que se esforçou para conquistar o resultado.
O Ajax, que, em 8 confrontos registrados, venceu o primeiro, se impôs em campo, jogava como se estivesse no Johan Cruyff Arena, em Amsterdã, não em Madrid, no campo do Real.
O sérvio Dusan Tadić, que deu assistência para os dois primeiros gols do time holandês, marcou o terceiro, num lance um tanto polêmico.
Na jogada que antecedeu o gol, ficou claro que a bola saiu pela lateral.
Porém, o bandeira não apontou nada e os jogadores do Real, por sua vez, também não reclamaram.
Como houve o gol, o VAR entrou em campo.
Depois de muita análise e conversa, o árbitro alemão, Félix Brych, validou o gol.
Dado o histórico de fatos, eu também não anularia o gol.
A única razão para invalidar o lance seria a existência de um protesto, o que não aconteceu.
Agora, chorar não adianta!
O Real terá de se reerguer, tentar recuperar a alto estima, a confiança que parece não ter mais.
Do contrário, ficará na saudade e assistirá o Barcelona conquistar tudo e mais um pouco.

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