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Durante o primeiro tempo, houve um grande respeito e cuidado de ambas as partes, uma vez que uma vitória simples daria o título ao Galo e um empate garantiria a taça à raposa.
O árbitro de vídeo (VAR) foi utilizado por muitas vezes, fato que prejudicou o tempo total de bola em jogo e causou polêmica em alguns lances, como no pênalti, convertido por Fred, já no segundo tempo.
Vi por algumas vezes o lance e, pra mim, esse pênalti não existiu. Leonardo Silva dividiu a jogada, na bola, sem atingir o jogador cruzeirense e, ao cair, a bola bateu no braço dele, mas, de modo involuntário.
Agora, quanto ao lance em que os zagueiros Léo e Leonardo Silva disputaram a bola, houve pênalti, sim, sem que o VAR fosse consultado, e o calção celeste acabasse rasgado.
O ponto em questão é o seguinte: Há quem já adote a nova regra implantada pela Fifa, que afirma que não há mais interpretação para mão na bola ou bola na mão. Tudo é pênalti!
Seja como for, até onde sei, não houve qualquer consenso a respeito, para que a medida fosse usada tão imediatamente, numa final de Estadual. Para o Brasileiro, no entanto, que começará no próximo final de semana, a nova regra valerá.
No mais, o gol do Atlético, marcado por Elias, mostrou um time que sabia da necessidade de ganhar para ser campeão, com capacidade para se organizar no setor defensivo e pressionar o Cruzeiro quando com a bola nos pés.
Algo muito diferente daquele imbróglio que perdeu para o Cerro Porteño, por 4 a 1, pela Libertadores, em que até Levir Culpi - demitido - não sabia onde estava e o que fazia.
Resumo da ópera: foi um bom clássico, com lances e momentos tensos, com grande expectativa e um placar justo, se analisado o conjunto da obra, as oportunidades criadas, sem que o VAR seja levado em conta.
Que tenha início o Brasileiro!

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