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Resultado mais do que justo entre equipes que se equivalem no papel mas, dentro de campo, apresentou uma leve, porém decisiva diferença.
Enquanto o São Paulo se portou como um time reativo, com maior tempo de posse de bola, mas não concluía a gol, o Corinthians não fazia tanta questão de reter a bola na defesa ou no meio de campo, mas a tocava com precisão e chegava facilmente à área rival para finalizar como dava.
Nada mais natural, no entanto, que, numa dessas oportunidades, o Corinthians conseguisse o gol da vitória e deixasse o Tricolor numa situação incômoda, não apenas por perder a invencibilidade e deixar o Palmeiras como único invicto, mas por amargar um jejum de 10 meses sem vencer um clássico (5 empates e 5 derrotas).
Outra coisa: Alexandre Pato foi colocado em várias funções e posições ao longo do jogo. Em nenhuma teve êxito. Está mais do que na hora de Cuca definir o que vai fazer a respeito, afinal, um alto investimento desses, não pode rodar um meio de campo e não render.
Hernanes entrou no segundo tempo, teve uma expulsão anulada pelo VAR - justamente, diga-se -, mas foi anulado pela forte marcação imposta, não somente a ele, mas a todo time são-paulino.
No lado corinthiano, destaco as atuações de Fagner, que foi muito bem no apoio ao ataque e categórico na marcação; Pedrinho, que, além do gol, deu grande velocidade ao meio de campo e ataque; e Vagner Love, que não apareceu tanto como um definidor, mas atuou como um garçom alvinegro.
No conjunto da obra, Corinthians e São Paulo foi um bom clássico de se assistir, porém, com um único time disposto a buscar o gol, enquanto que o outro chegava, ameaçava, mas não ousava.
Se continuar assim, será difícil de o São Paulo se sustentar em uma posição de destaque no G-4, antes mesmo dos chamados favoritos se dividirem nas demais competições ao longo da temporada.

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