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terça-feira, 28 de maio de 2019

Em prol do "fair play" financeiro aos clubes brasileiros

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Com o passar dos anos, vemos que nenhuma situação é 100% boa ou ruim. Haverá sempre o que ser melhorado, aprendido, ser levado adiante para evoluir ou simplesmente descartado.

As denúncias feitas pelos repórteres Rodrigo Capelo e Gabriela Moreira, domingo, durante o Fantástico, da Rede Globo, sobre negociações irregulares realizadas pelo Cruzeiro, trazem à tona, por mais uma vez, a má administração e gerência do futebol brasileiro.

O que foi explanado até aqui, há muita coisa a ser desvendada ainda. Por esta razão, o leitor deste blog não lerá qualquer linha que seja que acuse ou inocente este ou aquele. Vamos, sim, aguardar pelos desdobramentos e os acompanharmos até o fim, quando será dado um veredicto, não nosso, mas da autoridade competente.

É claro que casos como este não acontecem apenas com o Cruzeiro. Se procurarmos, encontraremos mais e mais casos, não apenas em solo tupiniquim, mas, também em outras partes do globo.

É com base nesse racicínio que cogitei a possibilidade de adoção do "fair play" financeiro implementado aos clubes da Europa, por intermédio da UEFA e que serve como parâmetro às competições da entidade, tais como a Europa League e a Champions.

O "fair play" financeiro nada mais é que um ato moralizador e educativo, que exige que os clubes estejam em dia, com todas as suas responsabilidades fiscais e transitórias, quando em negociação com outro clube, jogador e empresa.

Como é bastante frequente o investir em contratações, renovações, é permitido e definido um valor base para que exista uma dívida, nada exorbitante, que poderá ser quitada num curto prazo de tempo e verificada, por intermédio de balanços financeiros, periodicamente, pela UEFA.

O não cumprimento das normas podem resultar na não participação das competições em questão, além da proibição de compra e venda de jogadores por um período determinado pela entidade.

Aqui, no nosso caso, a entidade regulatória seria a Conmebol, se decidirmos em seguir os moldes adotados na Europa. Agora, caso o foco seja voltado somente ao nosso quintal, quem teria de arcar com essa responsabilidade, seria a CBF.

Moralizar o futebol, ao ponto dos nossos clubes não estarem endividados como estão, é um sonho, a princípio, inatingível, mas que ainda vive, como esperança, aos que os amam.

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