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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Messi, simplesmente Messi!

A Bola
Para quem aprecia um bom jogo de futebol, Barcelona e Liverpool foi mais que um mero e apetitoso cardápio a ser degustado no Camp Nou, pelo primeiro confronto válido pelas semifinais da Liga dos Campeões.

Os elencos são acima da média, com jogadores que podem, sem pestanejar, fazer parte de uma Seleção mundial de futebol.

Os primeiros 45 minutos foram equilibrados, com oportunidades criadas de lado a lado, com a genialidade de Messi de um lado e a ousadia de Salah do outro, sem Roberto Firmino, que entrou somente no final da partida.

O gol de Luiz Suárez, aos 26 minutos, foi encarado com normalidade, algo natural em um duelo de tamanha grandeza.

O segundo tempo foi ainda mais equilibrado, com o Barcelona apostando nos contra-ataques com toques rápidos e objetivos e o Liverpool tentando furar, a todo custo, o paredão Blaugrana formado por Piqué e Lenglet.

Quando Messi fez 2 a 0, após o rebote de um chute no travessão, dado por Suárez, o Liverpool mostrou, pela primeira vez, que sentiu o baque.

A partir daí, o Barça passou a ser muito mais incisivo no ataque, o que preocupou Jürgen Klopp.

O terceiro gol, num golaço de falta cobrado por Messi, que mandou no ângulo da meta defendida por Alisson, foi - além do gol de número 600 do camisa 10 - a pá de cal nas esperanças inglesas para esse jogo.

Dentro da proposta que foi apresentada por Liverpool e Barcelona, ouso dizer que o placar final foi elástico demais, tendo em vista a semelhança técnica e tática das duas escolas.

O grande porém, no entanto, é a genialidade à parte. Quando ela entra em campo, não há como estabelecer critérios de justiça.

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