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Durante muito tempo defendi a ideia de que o treinador do escrete canário é dono de uma coerência ímpar para chamar aqueles que entende serem as melhores opções, para as respectivas posições, sem qualquer tipo de dúvida.
Ao retornar ao Brasil, após a eliminação frente à Bélgica, parte dessa credibilidade adquirida foi abalada, não pelo fato de não ter conquistado o Hexacampeonato, mas pela insistência ao proteger Neymar, que virou capitão do time, quando deveria ser cobrado e exigida uma postura diferenciada, dentro e fora de campo.
Não acredito que a Seleção Brasileira terá grandes dificuldades ao longo da Copa América. Os desafios mais complicados serão, sem sombra de dúvida, contra Argentina, Uruguai e, talvez, o Paraguai.
Dentre os convocados, a coerência habitual prevaleceu. Não concordo com alguns nomes, como Daniel Alves, Allan e Philippe Coutinho, mas gostei de ver relacionados os nomes de David Neres e Richarlison.
Fiquei feliz ao notar uma predominância de jogadores que atuam no futebol inglês - com 6 representantes -, palco em que a bola rola com mais classe e conta com as melhores equipes do mundo na atualidade, mas não me empolgo ao ponto de acreditar que ganharemos a competição com os pés nas costas e goleadas por isso.
É preciso ter pé no chão.
Tomara que a Sele-Tite e o seu capitão o tenha.


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