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Derrotado em solo londrino, por 1 a 0, o Tottenham foi à capital holandesa com a difícil missão de vencer o jovem time do Ajax, para chegar à inédita final de Liga dos Campeões. Quem ouve falar assim, talvez imagine que seja uma tarefa fácil de acontecer. Não é, nunca foi e ouso dizer que nunca será.
Quando a bola rolou, o que se viu foi um Ajax envolvente, com a posse de bola e uma agilidade no criar as jogadas e as finalizar a gol. O resultado não poderia ser outro na primeira etapa: 2 a 0 Ajax, com gols de Matthijs de Ligt e Ziyech.
No segundo e decisivo tempo, Maurício Pochettino tirou Victor Wanyama e colocou o atacante Fernando Llorente, para que os Spurs pudessem contar com um legítimo 9 dentro da área.
A mudança rendeu frutos. O Tottenham passou a investir mais no ataque, enquanto o Ajax via a chance de aumentar o placar ir embora, há milímetros da trave ou acertando-na sem cerimônia.
A tão esperada reação inglesa, no entanto, aconteceu por intermédio de um brasileiro: Lucas Moura, que balançou as redes holandesas aos 55' e 59', para estarrecer a torcida que povoava a arquibancada.
O Ajax lutou, insistiu, foi à busca do tão sonhado gol, que lhe daria o direito de enfrentar o Liverpool, em Madrid, no Wanda Metropolitana, estádio do Atlético de Madrid, na finalíssima da Champions.
O gol da festa foi de Lucas Moura, aos 96'.
Um gol na base do oportunismo, do senso de presença e colocação na área, de quem não se desespera com a bola nos pés e sabe o que fazer com ela.
Agora, teremos uma final de Liga dos Campeões para inglês e o mundo ver em Madrid, entre Liverpool e Tottenham.
Um prêmio para o país que possui um campeonato tão competitivo e emocionante, como a Premier League, e possui a nata, o que há de melhor no futebol mundial.

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