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sábado, 15 de junho de 2019

Adeus, Professor!

Portal Correio
Quando optei por fazer a faculdade de Jornalismo, em 2000, em meio às surpreendentes previsões de Nostradamus, de que o mundo iria acabar, tive, desde o início, o desejo de trabalhar com a crônica esportiva, por identificação e amor ao tema.

Para que eu pudesse realizar isso com a coerência esperada, procurei me cercar de profissionais renomados, casos de Juca Kfouri, Flávio Prado, Wanderley Nogueira, que pudessem passar parte da vivência, conhecimento e visão deles a este réles aprendiz, que ousava no mundo desconhecido da internet, através do audacioso Mandando Pra Rede, constituído em parceria com o genial Marcus Vinícius Baptistella.

A partir do MPR, desenvolvi uma respeitável agenda de contatos, com jornalistas, atletas e alguns políticos que, em algum momento, se inclinaram às coisas do esporte.

Foi nesse período que fiquei surpreso em ver que monstros sagrados, habituados a falar do cotidiano político, dos acontecimentos em Brasília, nos Estados Unidos, Israel encontravam uma espécie de válvula de escape no futebol, mas sem se afastar totalmente da essência deles.

Armando Nogueira e Clóvis Rossi são os casos em questão.

Não tive a chance de conhecer ou conversar com Mestre Armando Nogueira, o poeta das quatro linhas, mas tive o prazer de desfrutar da presença e conhecimento do Professor Clóvis Rossi.

Rossi nasceu em São Paulo, no dia 25 de janeiro, data em que a cidade e o clube Tricolor do Morumbi também comemoram e festejam aniversário.

Sempre brinquei com ele por isso e o questionei indignado, pois, para mim, um paulistano legítimo, que nasce no aniversário da cidade e do clube, nunca poderia ser palmeirense. Tinha de ser são-paulino, como eu!

Ele sempre apelava e, ao final, ria!

Em muitos dos textos que escrevi e publiquei, com teor político, seja no MPR ou no blog, tive o auxílio do grande Clóvis Rossi, que explicava sobre o que eu tinha dúvida e revisava, opinava sobre os escritos.

Guardo, até hoje, numa pasta-arquivo, na casa dos meus pais, os e-mails que troquei com ele e, para minha surpresa, fui elogiado!

Foram praticamente 10 anos de convivência, mas poucos encontros.

Amava a ironia dele, a maneira de dizer o que era devido, mas em poucas linhas, com coragem, independência e inteligência, razões pelas quais, sempre o tratei e o vi como meu Professor!

Por tudo o que destaquei até aqui e pelo o que faltou ser dito ainda, eu choro a morte de Clóvis Rossi e o agradeço pelo carinho e atenção que sempre teve comigo!

Adeus, Professor!

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