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| RTP |
Ao fazermos uma singela e discreta análise quanto aos homens fortes do esporte bretão, veremos que a imensa maioria não é tão forte assim e, por isso, trata de se esconder dos flashes ao menor sinal de problema.
Um ou outro, é verdade, faz questão de aparecer, mas somente quando surge um novo investidor ou é contratado um jogador de nível estelar, que atrairá patrocínio e resultará em receitas vultosas com a venda de camisas e outros produtos que exaltem o clube e o craque em questão.
Foi o que aconteceu, por exemplo, ao São Paulo, no primeiro retorno de Hernanes, em 2017, quando ele evitou a queda Tricolor para a Série B do Campeonato Brasileiro, e ao Atlético Mineiro, em 2013, com Ronaldinho Gaúcho, campeão da Libertadores.
Em tempo: Alexandre Kalil, hoje prefeito de Belo Horizonte, sempre foi de comprar e assumir suas brigas pelo Galo e nunca abandonou o barco, seja qual fosse a consequência.
No Velho Continente, quem demonstra interesse em adotar um comportamento semelhante é o presidente do Paris Saint-Germain, o qatariano Nasser Al-Khelaïfi, que, em entrevista à revista "France Football" disse não querer contar mais com "celebridades" e montar um grupo com atletas focados somente ao projeto do clube, que inclui a conquista da Champions League.
Al-Khelaïfi deixa claro que Kylian M'bappé, voltado ao projeto PSG, é figura mais do que certa à próxima temporada, ao contrário de Neymar, contratado em 2017, por €222 milhões (R$996 milhões nos dias de hoje).
"Quero jogadores que deem tudo para defender a honra da camisa e se associar ao projeto do clube. Claro que há contratos a serem respeitados, mas a prioridade é a total associação ao nosso projeto. Ninguém o forçou a assinar aqui. Ninguém o empurrou. Ele veio sabendo que se juntaria a um projeto", comentou.
Para que haja o sucesso tão aguardado, o qatariano contará também com o ex-jogador, hoje dirigente, Leonardo, que já teve experiências no Milan, da Itália, e tem trânsito livre no PSG, pelo tempo que defendeu o clube, no final dos anos 90, para substituir Raí.
"O elenco precisa ganhar algum rigor. Se um jogador comete um erro, Leonardo vai deixar claro que o clube está muito acima dele. Os jogadores terão de assumir responsabilidade mais do que antes".
"Quero jogadores orgulhosos por vestirem a nossa camisa, não jogadores que desempenhem suas funções apenas quando lhes convêm. Eles não estão aqui para agradar. Se eles não concordam, as portas estão abertas. Ciao. Não quero ver mais astros", explicou o presidente.
Que a dupla Leonardo e Al-Khelaïfi consiga dar uma nova cara ao PSG, que é um clube novo - 48 anos - e tem tudo para crescer e se igualar aos badalados Real Madrid, Juventus, Bayern München, Liverpool, Barcelona, dentre outros.
E que os brasileiros aprendam mais esta importante lição.
PS - os trechos entre aspas foram retirados da matéria assinada por Alex Sabino, na Folha de S.Paulo desta segunda-feira, dia 17.


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